Esta é uma questão sempre discutida: se a ocorrência de eventos de grandes magnitudes está relacionada diretamente entre si, mesmo sendo em áreas diferentes. A geologia da Terra e muitos outros fatores podem ou não estar relacionados. No caso desses grandes terremotos, comparando as sequências que estamos tendo, não há relação; é um momento geológico em que várias placas se movem em um período relativamente curto, mas é coincidência.
Os tremores não estão aumentando. O que tem mudado é a nossa percepção sobre a ocorrência destes eventos, e nestes casos mais recente, uma infeliz coincidência de tremores de magnitude tão altas terem ocorrido em um intervalo curto de tempo. Eduardo Menezes, do LabSis (Laboratório de Sismologia) da UFRN, ao UOL
Terremotos e atividades sísmicas na América do Sul. Para José Alexandre, sismólogo do Centro de Sismologia da USP (Universidade de São Paulo), os terremotos são eventos independentes, sem relação de causa e efeito. Segundo ele, a ocorrência de um tremor em um país não aumenta a probabilidade de outro ocorrer em um país vizinho.
São eventos independentes. Eles não possuem nenhuma relação de causa e efeito. Como são independentes, o fato de acontecer em um não quer dizer que vá acontecer em outro (…) A gente espera que esses países tenham terremotos dessa magnitude já que estão à borda de grandes placas tectônicas, bastante ativas, como são a de Nazca e a Sul-Americana. José Alexandre, sismólogo da USP
Episódio no Peru ocorre após tremores na Colômbia e Venezuela
Tremor de forte intensidade no Peru. Um terremoto de magnitude 7,2 atingiu hoje a região de Ayacucho por volta das 13h (15h no horário de Brasília). O tremor ocorreu a uma profundidade de 108 quilômetros. Ainda não há registros de mortos ou feridos.
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