Portugal envia segunda doação de medicamentos à Venezuela após sismos de junho

Portugal enviou esta semana cerca de três toneladas de medicamentos para a Venezuela, numa segunda doação destinada a apoiar o sistema de saúde do país, que continua sob pressão na sequência do duplo sismo registado em junho. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde português, em comunicado publicado no seu site.

Esta remessa junta-se a uma primeira doação de oito toneladas de medicamentos enviada em julho, elevando o apoio farmacêutico português à Venezuela nos últimos meses. O novo carregamento inclui antibióticos, analgésicos, antipiréticos e fármacos utilizados no tratamento de doenças cardiovasculares, entre outros produtos de saúde essenciais.

“O sistema de saúde venezuelano continua sob pressão na sequência dos sismos, encontrando-se atualmente numa fase em que assume particular importância assegurar a continuidade da prestação de cuidados e o acesso regular a medicamentos e outros produtos de saúde essenciais”, refere o Ministério da Saúde no comunicado.

O transporte desta segunda doação foi realizado ao abrigo do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, com 25% dos custos a cargo da Secretaria-Geral do Ministério da Saúde e os restantes 75% suportados pela Comissão Europeia. Os medicamentos foram disponibilizados pelas farmacêuticas Reckitt, Medinfar, Bene e Atral/Humanova.

O duplo sismo que atingiu a Venezuela a 24 de junho provocou danos graves em infraestruturas, além de feridos e vítimas mortais, em sete estados do país: Caracas, Miranda, Aragua, Carabobo, Lara, Yaracuy e La Guaira, este último o mais afetado. De acordo com o último balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas, morreram 6.509 pessoas e 226.696 feridos foram assistidos em hospitais do país. Entre as vítimas mortais contam-se pelo menos 138 portugueses e lusodescendentes.

LUSA/HN/AL

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