Acordo Brasil-Paraguai mira rota de canetas emagrecedoras com 165 mil unidades apreendidas em 2026

A pressão sobre a fiscalização sanitária na fronteira entre Brasil e Paraguai ganhou um novo capítulo com a assinatura de um acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Direção Nacional de Vigilância Sanitária do Paraguai (Dinavisa). O instrumento formaliza a troca de informações e o trabalho conjunto no controle de produtos sujeitos à fiscalização sanitária, mirando o comércio irregular de medicamentos para emagrecimento.

Dados da Polícia Federal apontam que 165.589 unidades de medicamentos para emagrecimento foram apreendidas no Brasil somente até junho de 2026. Em 2025, foram 60.865 unidades apreendidas, e a alta chega a 172% na comparação entre os períodos, mesmo com os dados de 2026 correspondendo apenas aos seis primeiros meses do ano.

A maioria dos casos se concentra na região de Foz do Iguaçu. Parte relevante dos produtos apreendidos entra no Brasil por rotas ligadas à fronteira com o Paraguai.

Entre os produtos encontrados estão canetas injetáveis, ampolas e frascos de medicamentos utilizados para perda de peso, incluindo produtos à base de semaglutida e tirzepatida.

Pelo acordo, a Dinavisa poderá fornecer à Anvisa informações que contribuam para ações de fiscalização, investigações e apreensões, aproximando os órgãos responsáveis pelo controle sanitário para dificultar uma cadeia que começa fora do Brasil e termina na oferta de medicamentos ao consumidor brasileiro.

A preocupação aumenta no caso de medicamentos injetáveis, que dependem de condições adequadas de conservação e de controle de qualidade para garantir segurança e eficácia. O desafio agora é transformar a troca de informações em ações capazes de reduzir a entrada de medicamentos irregulares no Brasil.


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