O primeiro-ministro, Luís Montenegro, viaja esta quarta-feira para São Tomé para estar presente na cerimónia de tomada de posse do reeleito Presidente Carlos Vila Nova, na quinta-feira. A deslocação tem em vista o aprofundamento das relações entre os dois países.
Luís Montenegro chega à capital, São Tomé, ao fim da tarde e logo a seguir participa no jantar oficial do chefe de Estado são-tomense. A cerimónia de posse de Carlos Vila Nova está marcada para as 10h00 locais de quinta-feira (11h00 em Lisboa).
Carlos Vila Nova foi reeleito chefe de Estado de São Tomé e Príncipe a 19 de julho passado à primeira volta, com 55,88% dos votos, batendo Nito D’Abreu (41,46%), Miques João (1,59%) e Eugénio Tiny (1,07%).
Após a divulgação dos resultados oficiais, o primeiro-ministro português felicitou Carlos Vila Nova pela reeleição e prometeu-lhe que “pode continuar a contar com Portugal”.
“Portugal continuará a explorar todas as vias para reforçar uma parceria que tanto tem feito para aproximar os nossos dois países e povos. Há múltiplas oportunidades para fazermos ainda mais em conjunto e para aprofundarmos o nosso diálogo e cooperação a nível internacional. São Tomé pode continuar a contar com Portugal”, escreveu Luís Montenegro numa mensagem que publicou na rede social X.
Na sua primeira deslocação oficial a São Tomé e Príncipe, o chefe do Governo português pretende reafirmar a prioridade atribuída por Portugal ao relacionamento bilateral com São Tomé e Príncipe.
Segundo o gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro vai aproveitar a ocasião para transmitir a vontade “de tirar pleno proveito do potencial de cooperação entre os dois países”.
“Esta deslocação inscreve-se também na prioridade atribuída à CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) e permitirá ainda debater assuntos de interesse comum, nomeadamente a nível regional e internacional, tendo presente o mandato de Portugal como membro não permanente do Conselho de Segurança a partir de janeiro de 2027”, acrescenta o gabinete do chefe do Governo.
Em julho do ano passado, nas comemorações dos 50 anos da independência de São Tomé e Príncipe, Portugal fez-se representar pelo então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ana Isabel Xavier, e por deputados dos sete grupos parlamentares na Assembleia da República: PSD, Chega, PS, IL, Livre, PCP e CDS-PP.
Isto não aconteceu com mais ninguém”, realçou na altura Marcelo Rebelo de Sousa.
Em outubro de 2021, quando Carlos Vila Nova foi empossado chefe de Estado são-tomense pela primeira vez, Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente na cerimónia, juntamente com o ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló – os dois países que se fizeram representar ao mais alto nível nesse ato solene.
Em relação à CPLP, esta deslocação do primeiro-ministro português a São Tomé e Príncipe acontece quando esta comunidade de Estados completa 30 anos e a Guiné-Bissau está suspensa da organização, na sequência do golpe militar de novembro de 2025. A Guiné-Bissau foi substituída por Timor-Leste no exercício da presidência temporária da comunidade.
Mantém-se, desde a cimeira de 2025, em Bissau, uma indefinição sobre a atribuição da próxima presidência da organização lusófona.
São membros fundadores da CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Timor-Leste aderiu em 2002, enquanto a Guiné Equatorial entrou em 2014, numa adesão polémica, e ainda não exerceu a presidência rotativa da comunidade, o que tem motivado divergências entre os restantes Estados-membros.
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