O Brasil consolidou-se como um dos destinos que mais despertam o interesse dos viajantes internacionais. Um estudo produzido pela Amadeus em parceria com a ONU Turismo colocou o país na segunda posição entre os destinos mais pesquisados das Américas, atrás somente dos Estados Unidos.
O levantamento considera buscas por viagens internacionais realizadas entre maio de 2025 e abril de 2026. Na comparação com o período anterior, o interesse pelo Brasil cresceu 29%.
Dentro da América do Sul, o país liderou o volume total de pesquisas. Em crescimento percentual, ficou na segunda posição, atrás apenas do Paraguai, que apresentou avanço de 30%.
Os resultados fazem parte do relatório “Travel Insights 2026: Focus on the Americas”, divulgado em 15 de julho. Além das buscas, o documento analisou reservas e o movimento de passageiros nas diferentes regiões do continente.
Interesse ainda precisa virar reserva
Embora ocupe o segundo lugar nas pesquisas, o Brasil aparece somente na quarta posição quando o ranking considera as viagens efetivamente reservadas. Estados Unidos, Canadá e México registraram mais reservas no período analisado.
O país apresentou crescimento de 6% nas compras feitas por meio dos Sistemas Globais de Distribuição. As plataformas, chamadas de GDS, conectam companhias aéreas, agências de viagens e outras empresas do setor turístico.
Os dados mostram uma diferença entre o desejo de conhecer o Brasil e a decisão de realizar a viagem. O interesse elevado representa uma oportunidade para o turismo nacional, mas também indica a necessidade de enfrentar fatores que podem dificultar a conversão das pesquisas em reservas.
De acordo com o presidente da Embratur, Bruno Reis, o desafio é transformar o interesse em viagens concretas. Para isso, ele defende a ampliação da conectividade aérea, o fortalecimento da divulgação do Brasil no exterior e a diversificação dos produtos turísticos oferecidos.
A conectividade está relacionada à disponibilidade de voos, rotas e ligações entre o Brasil e os países de origem dos visitantes. Quanto mais simples e acessível for o deslocamento, maiores podem ser as chances de o viajante confirmar a reserva.
A diversificação da oferta também pode ajudar o país a alcançar públicos com interesses diferentes, evitando que a promoção internacional fique concentrada em poucos destinos ou atrações.
América do Sul avança acima da média
O relatório aponta ainda que o tráfego aéreo de passageiros na América do Sul cresceu 5,5% entre maio de 2025 e abril de 2026. O resultado ficou acima da média geral das Américas, que avançou 0,8%.
A América Central teve o maior crescimento, com alta de 7,5%. Na América do Norte, o volume ficou praticamente estável, com recuo de 0,1%. O Caribe foi a única sub-região a apresentar contração significativa, de 2,5%.
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