Enquanto Brasil e Argentina estão empatados em 2º lugar, Chile lidera o ranking dos passaportes na América do Sul
O passaporte brasileiro mantém-se entre os 20 mais poderosos do mundo, mas fica atrás de outros países da América do Sul quando o assunto é liberdade de circulação internacional.
De acordo com o Henley Passport Index 2026, divulgado nos últimos dias, Brasil e Argentina ocupam a 16ª posição global, ambos com acesso sem necessidade de visto a 169 destinos de um total de 227 avaliados pelo índice. O Chile, porém, lidera a região sul-americana, na 13ª posição, com 175 destinos acessíveis.
Brasil sobe mas perde acessibilidade
O Brasil subiu duas posições em relação à primeira edição de 2025, quando ocupava o 18º lugar, mesmo assim, o país viu o número de destinos disponíveis reduzir de 171 para 169 no período.
A Argentina, por sua vez, caiu uma posição em relação ao segundo ranking de 2025, mas segue com acesso a 172 países. Esses dados refletem as negociações bilaterais e multilaterais de cada nação com outros países, evidenciando como acordos diplomáticos impactam diretamente a mobilidade internacional de cidadãos.
Ásia domina o topo do ranking
Globalmente, o topo do ranking continua dominado por nações asiáticas. Singapura lidera pela primeira vez em sete edições do índice, com cidadãos tendo acesso sem visto a 192 destinos dos 227 globalmente monitorados.
Japão e Coreia do Sul dividem a segunda posição, ambos com 188 destinos. Um grupo de cinco países europeus: Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Suécia e Suíça, ocupa a terceira colocação, com 186 destinos cada. A concentração de passaportes poderosos em regiões específicas demonstra como fatores geopolíticos e econômicos influenciam a abertura de fronteiras.
O índice Henley Passport Index, lançado há 20 anos, classifica passaportes com base em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).
Desde 2006, quando o ranking começou, a mobilidade média global cresceu significativamente: um passaporte médio oferecia acesso a 58 destinos em 2006; em 2026, esse número chegou a 108. Essa evolução reflete a expansão de acordos de isenção de visto entre países e a maior integração econômica internacional.
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