A estética entra na era da naturalidade e da precisão

“Hoje, o paciente está mais informado e consciente. Ele não quer parecer ‘procedido’, quer parecer saudável”, afirma a medica dermatologista Dra. Calu Franco Tebet

O mundo da estética mudou. Ainda bem!  Depois de um período marcado por excessos e rostos cada vez mais parecidos entre si, a dermatologia entra em uma fase guiada por ciência, individualidade e construção ao longo do tempo.

É nesse cenário que a Dra. Calu Franco Tebet constrói sua atuação. Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e com formação pelo Mount Sinai Hospital, em Nova York, ela parte de um olhar profundo sobre a pele para orientar suas escolhas clínicas. A lógica sai da transformação imediata e caminha para um processo mais consciente, que respeita estrutura, função e identidade. Como ela mesma define, “o paciente não quer parecer ‘procedido’, quer parecer saudável”.

Essa mudança de mentalidade também redesenha a forma como a indústria se posiciona. O Optimus Pharma aparece como um dos nomes em destaque nesse novo momento, com foco em pesquisa, desenvolvimento de formulações personalizadas e construção de protocolos alinhados à medicina regenerativa. A parceria com o laboratório entra como extensão desse pensamento clínico, conectando tecnologia, segurança e estratégia terapêutica.

Na prática, isso se traduz em um trabalho mais integrado. “Não é sobre produto pronto. É sobre estratégia terapêutica individualizada”, explica a médica. A partir de diagnósticos detalhados, entram em jogo ativos específicos, concentrações ajustadas e combinações pensadas para cada perfil de pele, com acompanhamento contínuo.

É nesse encontro entre prática clínica, ciência e personalização que a Dra. Calu consolida seu trabalho. Um reflexo direto de uma dermatologia que evolui junto com o paciente.

HARPER’S BAZAAR BRASIL – Nos últimos anos vimos uma virada importante na estética: rostos extremamente preenchidos dão lugar a uma busca por naturalidade. Como você enxerga esse movimento? Ele é tendência ou mudança definitiva de mentalidade?

DRA. CALU TEBET – Eu vejo como uma mudança definitiva de mentalidade. A estética passou por uma fase de excesso, muito baseada em volume e transformação imediata. Hoje, o paciente está mais informado e consciente. Ele não quer parecer “procedido”, quer parecer saudável. Estamos vivendo a era da beleza regenerativa. O foco deixou de ser preencher e passou a ser fortalecer a estrutura da pele, preservar a identidade e trabalhar a qualidade tecidual. Isso não é uma tendência passageira, é uma evolução da própria dermatologia.

HBB – Você acredita que houve um excesso no passado recente? O que fez as pessoas começarem a questionar essa padronização estética?

CT – Sim, houve excesso. Durante um período, a estética foi muito guiada pela padronização facial e pelas redes sociais, o que gerou rostos muito semelhantes entre si. O que mudou foi o amadurecimento do público. As pessoas perceberam que perder identidade não é sinônimo de juventude. Além disso, muitos resultados exagerados começaram a envelhecer mal. Hoje, o paciente quer coerência, não caricatura. Quer evolução, não modificação.

HBB – Hoje fala-se muito em “beleza individual” e em respeitar traços próprios. Na prática, como isso muda a forma de indicar procedimentos e tratamentos?

CT – Muda completamente. Na prática, eu não penso mais em “qual produto usar”, mas em qual é a estrutura dessa face, a qualidade dessa pele e o momento biológico dessa pessoa. Respeitar a beleza individual significa analisar proporção, anatomia, espessura cutânea, padrão de envelhecimento e estilo de vida. Às vezes, o melhor procedimento é o que ninguém percebe, mas que melhora textura, viço, firmeza e contorno de forma sutil.

HBB – Existe um desafio maior em entregar naturalidade do que exagero? O que exige mais técnica: transformar ou preservar?

CT – Preservar exige muito mais técnica. Exagerar é fácil. Naturalizar é sofisticado. Trabalhar com naturalidade demanda profundo conhecimento anatômico, domínio de planos, entendimento de vetores de sustentação e, principalmente, saber parar. A medicina estética de alto nível é aquela em que o resultado não grita, ele harmoniza.

HBB – Qual é o papel do Laboratório Optimus dentro dessa nova era da estética mais personalizada e tecnológica?

CT – O papel de um laboratório como o Optimus é fundamental. Estamos numa era em que ciência e personalização caminham juntas. Ter um laboratório parceiro permite desenvolver protocolos e ativos alinhados com o conceito de medicina regenerativa, longevidade cutânea e segurança biológica. Não é sobre produto pronto. É sobre estratégia terapêutica individualizada.

HBB – Como funciona, na prática, o desenvolvimento de produtos e protocolos junto ao laboratório? Existe um processo de pesquisa individualizado antes da criação?

CT – Sim, existe um processo criterioso. Tudo começa com um diagnóstico detalhado: avaliação clínica, análise de histórico, padrão inflamatório, sensibilidade, envelhecimento e estilo de vida. A partir disso, discutimos formulações, ativos específicos, concentrações adequadas e combinações inteligentes. Não é simplesmente misturar ingredientes, é formular com propósito terapêutico.

O laboratório Optimus ganha destaque ao unir ciência, tecnologia e personalização no desenvolvimento de protocolos e formulações. Um aliado da dermatologia atual, que prioriza precisão, segurança e resultados naturais

HBB – Quando falamos em protocolos específicos para cada tipo de pele, estamos falando de quais etapas? Diagnóstico, bioestimulação, ativos personalizados?

CT – Estamos falando de uma jornada completa: Diagnóstico aprofundado, Planejamento estratégico, Bioestimulação adequada para aquele perfil, Ativos personalizados para uso domiciliar e  Manutenção e reavaliação periódica. A personalização começa na consulta e continua em casa. O resultado não depende só do procedimento, depende da constância e da qualidade da rotina.

HBB – Como equilibrar tecnologia de ponta com essa busca por naturalidade?

CT – Tecnologia não é para transformar, é para otimizar o que já existe.

Lasers, bioestimuladores, ultrassom microfocado e radiofrequência são ferramentas. O que define o resultado é a indicação correta, o parâmetro adequado e o objetivo clínico.Quando a tecnologia é usada com critério, ela melhora a função da pele, estimula colágeno, reorganiza o tecido e preserva a identidade. A naturalidade é consequência da precisão.

HBB – O quanto um bom laboratório realmente impacta no resultado final de um tratamento? Na prática, o que muda em termos de durabilidade, segurança e qualidade quando existe uma estrutura científica sólida por trás?

CT – Impacta profundamente. Um bom laboratório garante estabilidade da fórmula, pureza dos ativos, controle de concentração e segurança microbiológica. Isso se traduz em menor risco de irritação, maior previsibilidade de resultado e melhor durabilidade clínica. Quando há ciência sólida por trás, o tratamento deixa de ser tentativa e passa a ser estratégia.

HBB – Quando falamos em dermocosméticos e ativos de uso diário, qual é a importância de que esses produtos sejam pensados de forma individualizada? Como essa personalização impacta na saúde da pele e na manutenção dos resultados ao longo do tempo?

CT – A rotina domiciliar é responsável por grande parte do resultado a longo prazo. Uma pele com tendência inflamatória não deve usar os mesmos ativos de uma pele resistente. Uma pele em fase de bioestimulação precisa de um suporte diferente de uma pele sensibilizada. Quando personalizamos o dermocosmético, estamos respeitando a biologia. E a dermatologia do futuro é isso: menos padronização, mais biologia. Porque envelhecer é inevitável. Perder função celular, não.

 

 



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