Brasil tem destaque na 79ª edição da Hannover Messe | Indústria-Feira de Hannover

Inteligência artificial, robótica – com avanço dos robôs humanoides – e digitalização com foco em eficiência e competitividade, além de infraestrutura de energia. Esses foram os temas que pautaram a Hannover Messe, a feira líder em tecnologia industrial global, realizada na Alemanha entre 20 e 24 de abril. Em sua 79ª edição, o evento mostrou tecnologias que são realidade na operação industrial hoje e também o que vem por aí nos próximos anos, como inspiração para o avanço necessário na indústria. Marcaram presença cerca de 110 mil participantes. Ao todo, foram 2 mil palestrantes, 3 mil estandes e 3,5 mil empresas exibidoras espalhadas por 11 pavilhões.

O Brasil ocupou posição de destaque na edição de 2026 ao participar como país parceiro, com uma delegação de 300 empresas, das quais 140 foram expositoras, e cerca de 800 empresários e executivos. O evento funcionou como uma vitrine, na visão de companhias e de representantes do governo. A vocação e o potencial do país na transição energética foram realçados pela indústria brasileira e pelos parceiros, como a União Europeia e a Alemanha. Nesse contexto, biocombustíveis e minerais críticos se sobressaíram.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em 1o de maio, ainda que provisoriamente, apareceu como base para uma nova relação entre os dois blocos após mais de 25 anos de negociações. Embora a conclusão do tratado seja vista como uma vitória por ambos, sua implementação traz uma agenda repleta de oportunidades e desafios.

A presença na feira do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o encontro e a troca de mensagens com o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, ampliaram o alcance da Hannover Messe para além do campo econômico, em um contexto de mudança geopolítica e diversificação de parcerias.

A proximidade política entre os dois países foi destacada diversas vezes como uma vantagem comercial do Brasil. “Essa proximidade é mais importante do que nunca nesses tempos de tanta mudança na ordem mundial”, disse Merz em discurso.

A relação entre Brasil e Alemanha ganhou os holofotes em mais de uma oportunidade. O Brasil é o único da América Latina numa seleta lista de parceiros estratégicos do governo alemão, status que dá o tom do alinhamento das duas nações.

Apesar disso, apontaram os participantes, as conexões efetivas estão aquém do potencial. Em 2025, a Alemanha foi o quarto maior parceiro comercial do Brasil e o terceiro em exportações para países europeus. A corrente de comércio somou US$ 20,9 bilhões, dos quais US$ 6,5 bilhões foram exportações para a Alemanha e US$ 14,4 bilhões importações. A Alemanha é também o terceiro entre os mercados da União Europeia.

No 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizado às margens da feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou a meta de dobrar, em cinco anos, a balança comercial entre os dois países para US$ 40 bilhões, objetivo compartilhado por Merz.

Os jornalistas viajaram a convite da ApexBrasil

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