Transmissão de mpox em Portugal intensifica-se desde 2025 mas casos têm diminuído nas últimas duas semanas
“Os casos confirmados referem-se, maioritariamente, a indivíduos do sexo masculino (97,9%), com uma idade mediana de 35 anos. Destes, 81,2% tiveram relações sexuais com outros homens, mantendo-se um perfil epidemiológico semelhante ao anteriormente observado.
Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontava para 66 casos recentes, mas os responsáveis sublinham que é comum haver um aumento de infeções durante e após o verão.
Lisboa e Vale do Tejo concentra a maioria dos casos, representando 66,7% do total”, refere a Direção Geral de Saúde.
Foram identificados 13 clusters, ou seja, grupos de casos epidemiologicamente relacionados, de pequena dimensão, com uma média de 2,4 casos por cluster.
Durante o período em causa, cerca de 18 pessoas (6,4% dos casos) necessitaram de internamento hospitalar.
A Direção-Geral da Saúde garante que mantém a monitorização da situação de novos casos de mpox a nível nacional e internacional.
A organização posta numa estratégia de prevenção e resposta à mpox, com campanhas dirigidas à população e profissionais de saúde.
“Estas iniciativas, que vão continuar, têm procurado reforçar o conhecimento sobre as formas de transmissão, os sinais e sintomas da doença, as medidas de prevenção e a importância da vacinação entre as pessoas com maior risco de exposição”, refere a DGS.
Há vários locais de vacinação no país e as autoridades de saúde reforçam a importância das medidas de prevenção e da procura atempada de cuidados de saúde perante sintomas compatíveis com mpox, nomeadamente lesões na pele ou nas mucosas, febre ou aumento dos gânglios linfáticos.
“Perante estes sintomas, deve ser evitado o contacto próximo com outras pessoas e deve ser contactado o SNS 24 (808 24 24 24), ou um profissional de saúde”, refere a autoridade de saúde.
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