Surto de mpox em Portugal: 66 novos casos em seis semanas colocam país em terceiro lugar na Europa | Funchal Notícias | Notícias da Madeira – Informação de todos para todos!
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Portugal registou 66 novos casos de mpox num período de seis semanas, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado em meados de setembro de 2026, o que coloca o país como o terceiro mais afetado na Europa, atrás de Espanha e França.
Contexto do aumento de casos em Portugal
Os 66 casos reportados referem-se principalmente à subvariante Ib do vírus mpox, que pode ter manifestações clínicas mais graves do que as variantes anteriormente circulantes em Portugal. Este aumento ocorre num padrão sazonal já observado: há uma tendência de crescimento de infeções durante e após o verão, segundo admitem responsáveis pelo rastreio da doença.
No total de 2026, Portugal já soma 282 casos confirmados de mpox, dos quais 18 pessoas (6,4%) necessitaram de internamento hospitalar, uma proporção semelhante à registada no mesmo período de 2025. A Direção-Geral da Saúde (DGS) reforçou a importância da adoção de medidas de prevenção e da procura atempada de cuidados de saúde perante sintomas compatíveis.
Principais sintomas de mpox
Os sintomas da mpox dividem-se em duas fases:
Fase prodrómica (inicial)
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Febre (geralmente acima de 38,5°C)
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Dores de cabeça intensas
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Dores musculares (mialgia)
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Dores nas costas
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Cansaço e fadiga
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Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia) — um sintoma que distingue a mpox da varíola.
Fase de erupção cutânea
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Lesões na pele ou mucosas que começam como manchas, evoluem para pápulas, depois vesículas (bolhas com líquido), pustulas e finalmente crostas que caem.
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As lesões podem ser dolorosas e pruriginosas
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Podem surgir em qualquer zona do corpo, mas no surto atual são frequentes nas regiões genital, perianal ou oral.
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Em alguns casos, as lesões podem estar localizadas num único local anatômico ou em diferentes estágios de progressão simultaneamente.
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A erupção dura tipicamente 2 a 4 semanas.
Sintomas atípicos no surto atual
No contexto do surto de 2022 em diante, foram descritas apresentações clínicas diferentes:
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Lesões que começam nas regiões genital, perianal ou oral
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Ausência de sintomas prodrómicos em quase metade dos casos
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Sintomatologia retal, oral ou faríngea como queixa inicial
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Número reduzido de lesões em alguns pacientes.
Período de incubação e transmissibilidade
O período de incubação (tempo entre a infeção e o início dos sintomas) é normalmente de 6 a 13 dias, mas pode variar entre 2 a 21 dias.
As pessoas são infecciosas desde o início dos sintomas até que todas as lesões tenham formado crostas e estas tenham caído, revelando pele saudável — processo que normalmente leva 2 a 4 semanas.
Como se transmite
O vírus transmite-se por:
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Contacto físico próximo com alguém infetado, especialmente com as lesões ou fluidos corporais
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Contacto sexual (uma via importante, mas não a única)
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Contacto com materiais contaminados, como lençóis, toalhas ou utensílios pessoais.
O que fazer em caso de suspeita
Perante sintomas compatíveis com mpox — como lesões na pele ou mucosas, febre ou aumento dos gânglios linfáticos — a DGS recomenda:
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Evitar contacto próximo com outras pessoas
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Contactar o SNS 24 (808 24 24 24) ou um profissional de saúde
O tratamento consiste principalmente no alívio sintomático (febre, prurido) e na prevenção ou tratamento de complicações, como desidratação ou infeções bacterianas secundárias. Casos graves podem ser tratados com antivíricos específicos.
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