Portugal está entre os países com os maiores recuos em toda a Europa, empatado com a Arménia e a Eslováquia, entre 2020 e 2025. Neste período, apenas a Geórgia e a Rússia tiveram um desempenho pior.
Portugal registou uma das dez quedas mais acentuadas mundialmente no indicador de Liberdade de Expressão nos últimos cinco anos, atrás apenas do Afeganistão e de Myanmar (antiga Birmânia).O relatório tem 199 páginas e avalia 173 países sobre a Representação, Direitos, Estado de Direito e Participação.
A categoria Representação continua a ser, de longe, a categoria mais forte de Portugal, situando-se entre os 20 melhores países a nível mundial.
Na categoria Estado de Direito (45.º) desceu 12 lugares na classificação relativamente ao ano anterior, e em Participação (75.º) registou uma queda de 20 lugares.
O estudo “O Estado Global da Democracia 2026: A Democracia numa Era de Conflito” foi produzido pelo Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (International IDEA), organização sediada em Estocolmo.
Portugal, a par da Alemanha e do Reino Unido, são exemplos de democracias de desempenho elevado que sofreram uma erosão nas liberdades civis e na qualidade eleitoral entre 2020 e 2025.
No total, os indicadores liberdade de expressão, igualdade de género, liberdade dos partidos políticos, liberdades civis, aplicação previsível da lei, igualdade económica, estado de direito, acesso à justiça, igualdade política, credibilidade das eleições e liberdade de imprensa estavam todos pior em Portugal em 2025 do que em 2020.
A queda de Portugal insere-se num panorama europeu mais alargado que o relatório descreve como globalmente negativo: em todo o continente, 77 recuos ao nível dos fatores superaram 42 avanços entre 2020 e 2025.
Globalmente, este foi 11.º ano consecutivo em que o número de países cujo desempenho registou uma queda foi superior ao de países cujo desempenho melhorou.
c/ Lusa
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