Díli – A capital de Timor Leste, Díli, acolheu a 19 de Agosto a XXI reunião ordinária do Conselho de Ministros da CPLP. A Comunidade dos países de língua portuguesa, reiterou a solidariedade para com o povo da Guiné-Bissau e o desejo de que se retome o Estado de direito democrático.
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Timor Leste acabou por assumir a presidência da CPLP, Comunidade dos países de língua portuguesa, em vez da Guiné-Bissau, após esta ter sido palco a 26 de Novembro do ano passado de um golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral em curso e que provocaria a sua suspensão, em Dezembro, do bloco lusófono.
Discursando na abertura dos trabalhos em Díli, Timor Leste, a 19 de Agosto de 2026 da reunião de chefes da diplomacia da CPLP o Primeiro-ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão, apelou ao diálogo reafirmando a sua solidariedade para com o povo da Guiné-Bissau.
Num momento particularmente sensível para a Guiné-Bissau, começo por reafirmar a profunda solidariedade com o povo guineense e o firme compromisso de Timor-Leste e da CPLP no seu conjunto em apoiar os esforços de diálogo, estabilidade institucional e reposição do Estado de Direito Democrático.
Para que o País possa alcançar com serenidade e confiança o caminho da paz, do desenvolvimento e da consolidação das suas instituições.
No ano em que a comunidade lusófona assinala 30 anos de existência Xanana Gusmão apelou a uma maior ousadia da parte da organização.
Decorridas três décadas da fundação da nossa comunidade, proponho que sejamos mais ousados e que assumamos com maior firmeza os compromissos de um compromisso de ir mais longe na concretização dos objectivos que definimos em conjunto.
Temos de encontrar soluções para ultrapassar os desafios que se colocam aos nossos países, agindo como a verdadeira família que ambicionamos ser.
Refiro-me não apenas às assimetrias socioeconómicas nos e entre os nossos Estados-Membros, mas também ao caminho que ainda temos de percorrer para uma maior integração económica e comercial, maior optimização dos recursos financeiros e humanos disponíveis e maior credibilidade e estabilidade das instituições.
Xanana Gusmão e a CPLP, 19/8/2026
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