São Tomé e Príncipe: Partidos concordam com calendário eleitoral antes de moção de censura

São Tomé e Príncipe – Os partidos políticos com assento parlamentar em São Tomé e Príncipe dizem estar de acordo quanto à realização das eleições presidenciais no mês de Julho e das eleições legislativas, autárquicas e regionais em Setembro. O entendimento foi alcançado após auscultação promovida esta sexta-feira, 23 de Janeiro, pelo Presidente da República, Carlos Vila Nova.

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O primeiro partido a ser recebido pelo Chefe do Estado foi a Acção Democrática Independente (ADI). O porta-voz do partido, Alexandre Guadalupe, afirmou que as datas propostas pelo Presidente da República coincidem com as defendidas pela formação política. O dirigente acrescentou que, caso seja aprovada a moção de censura apresentada pela ADI contra o governo, na sessão parlamentar agendada para terça-feira, dia 27, poderá colocar-se a necessidade de antecipar a data das eleições legislativas.

O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) também se mostrou favorável ao calendário eleitoral apresentado. O presidente do partido, Américo Barros, confirmou a concordância com a realização das eleições presidenciais em Julho e das legislativas em Setembro, sem reservas quanto às datas indicadas.

Por sua vez, o Movimento de Cidadãos Independentes (MCI) também aceita as propostas do Chefe do Estado no que respeita ao calendário eleitoral. No entanto, relativamente à moção de censura ao governo, o representante do partido, Domingos Monteiro, indicou que a posição do MCI seria objecto de análise interna ao longo do dia.

A auscultação presidencial decorre num contexto político marcado pela apresentação, por parte da ADI, de uma moção de censura ao XIX Governo Constitucional, liderado pelo primeiro-ministro Américo Ramos. A iniciativa é justificada pelo partido com base na situação económica e social do país, com dificuldades no sector energético, no funcionamento de serviços públicos essenciais e no custo de vida.

A moção de censura vai ser discutida e votada em sessão plenária da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe no dia 27 de Janeiro. Independentemente do desfecho, o Parlamento tem ainda agendadas, para os dias seguintes, sessões dedicadas à apreciação e votação do Orçamento da Assembleia Nacional, bem como das Grandes Opções do Plano e do Orçamento Geral do Estado para o ano económico de 2026.

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