A campanha para as eleições legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe arrancou neste sábado. Na corrida estão sete formações, nomeadamente a ADI no poder e o MLSTP, principal partido de oposição, assim como uma coligação, o MCI-PS/PUN que apesar de ver a sua candidatura validada, teve de desistir de concorrer em vários círculos eleitorais, após o Tribunal Constitucional dar conta de irregularidades.
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Durante duas semanas, sete forças políticas vão disputar os votos dos eleitores para as eleições legislativas, a ADI no poder, o MLSTP, o Movimento Basta e a coligação MCI-PS/PUN, já presentes no parlamento, assim como o PCD, o MDFM e o Partido Nossa Terra, sem assento parlamentar.
Neste pleito nacional, os cidadãos da Região Autónoma do Príncipe e dos diferentes distritos também serão chamados a escolher os seus representantes.
A partir deste sábado, os partidos deixam para trás a pré-campanha e entram oficialmente na corrida pelos votos. Nas ruas, nos bairros e nas comunidades, a disputa deverá ganhar intensidade com comícios, encontros com eleitores e acções de mobilização.
Mas, para além das promessas, os eleitores dizem querer conhecer como os partidos políticos pretendem transformar os seus programas em medidas concretas.
O arranque da campanha é marcado desde já pela decisão do Tribunal Constitucional de rejeitar algumas das candidaturas apresentadas na lista da coligação MCI-PS/PUN. A decisão foi avançada por Artur Vera-Cruz, Presidente do Tribunal Constitucional, que apontou que as respectivas candidaturas não cumpriram a lei.
“Nós acabamos de concluir um trabalho que, no fundo, resultou na eliminação ou rejeição daquelas candidaturas que não foram subscritas pelos respectivos candidatos”, declarou Artur Vera-Cruz.
Esta acusação surge na base de denúncias apresentadas por candidatos afirmando que as assinaturas eram falsas. A coligação MCI-PS/PUN, rejeitou as afirmações do Presidente do Tribunal de Constitucional de que teria havido falsificação de assinaturas na sua lista de candidatos.
Na sequência desta decisão judicial, a coligação MCI-PS-PUN liderada por António e Domingos Monteiro, só pode concorrer às eleições legislativas nos círculos eleitorais dos distritos de Água Grande e Caué na ilha de São Tomé, e na Região Autónoma do Príncipe.
Nas eleições legislativas estão em disputa 55 assentos no parlamento, cujo partido vencedor deverá ser chamado pelo Presidente da República a formar o próximo Governo.
Este pleito acontece poucos meses depois de os são-tomenses reelegerem no passado 19 de Julho, Carlos Vila Nova para um segundo mandato na presidência da República com quase 56% dos votos.
Neste arquipélago cuja população é avaliada em cerca de 200 mil habitantes, mais de 146 mil eleitores estão inscritos para as eleições legislativas, autárquicas e regional do próximo dia 27, um aumento de quase quatro mil inscritos em relação às presidenciais de 19 de Julho, de acordo com a Comissão Eleitoral Nacional.
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