Portugal tem cinco mestrados em Gestão entre melhores do mundo. Nova SBE arrebata “prata” pela primeira vez – ECO
O segundo melhor mestrado em Gestão do mundo é português. Quem o diz é o jornal britânico Financial Times, que atribui, pela primeira vez, a “prata” à Nova School of Business and Economics (Nova SBE). Na edição deste ano do ranking dos 100 melhores mestrados nesta área, Portugal está representado por mais quatro escolas: as repetentes Católica-Lisbon SBE, Iscte Business School e Católica-Porto SBE melhoram as suas posições, enquanto o ISEG faz a sua estreia.
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“O mestrado internacional em Gestão da Nova SBE acaba de assinalar um feito histórico ao alcançar o segundo lugar mundial no ranking do ‘Financial Times Masters in Management 2026′“, anuncia a faculdade liderada por Pedro Oliveira, numa nota enviada esta segunda-feira às redações.
No ano passado, este programa da Nova SBE tinha melhorado quatro posições e alcançado o quarto lugar do ranking, o que já tinha sido um feito inédito em Portugal. No pódio, tinham ficado a suíça University of St Gallen e as francesas HEC Paris e Insead.
Desta vez, a portuguesa Nova SBE conseguiu, contudo, subir mais duas posições, superando, assim, estas duas últimas escolas e garantindo agora a “prata”. No topo, mantém-se o referido programa suíço.
“A Nova SBE volta não só a ser a instituição portuguesa mais bem classificada neste ranking global, mas agora também no pódio das melhores business schools, à frente de escolas como INSEAD, HEC Paris ou London Business School“, realça a escola portuguesa, que lembra que ainda em 2021 ocupava o lugar 23. Ou seja, subiu 21 posições em apenas cinco anos.
No resultado conseguido este ano pela Nova SBE, um dos indicadores que mais se destaca é a satisfação global dos antigos alunos, que atribuem uma classificação de 9,53 em dez ao mestrado internacional em Gestão.
A Nova SBE volta não só a ser a instituição portuguesa mais bem classificada neste ‘ranking’ global, mas agora também no pódio das melhores ‘business schools’, à frente de escolas como INSEAD, HEC Paris ou London Business School.
É de realçar também o indicador que avalia em que medida os alumni consideram ter alcançado os objetivos que tinham quando decidiram realizar o mestrado. “Neste indicador, a Nova SBE regista 92%, a segunda melhor posição do ranking, reforçando a perceção dos alumni sobre o impacto e o valor da experiência proporcionada pelo programa”, frisa a faculdade.
A Nova SBE assinala também que alcançou o sétimo lugar mundial (uma melhoria de 15 posições) no indicador career service rank, que avalia a eficácia do serviço de carreiras da escola no apoio à empregabilidade dos alunos.
“No parâmetro alumni network rank, que avalia a eficácia da rede de alumni na criação de oportunidades de carreira, no desenvolvimento de ideias e negócios, no recrutamento e no acesso a eventos e informação profissional, a Nova SBE ocupa o 11.º lugar mundial“, vinca ainda a escola, que garante que a taxa de empregabilidade deste mestrado é de 100%.
“Alcançar o segundo lugar mundial no Financial Times Masters in Management é um marco histórico para a Nova SBE e o resultado de uma trajetória de evolução consistente. Mais do que a classificação em si, este resultado reconhece a qualidade da experiência que proporcionamos aos nossos alunos e o impacto que essa jornada tem nas suas carreiras assim que graduam. Este feito histórico é, também, o reflexo de uma comunidade académica e profissional que, em conjunto, tem vindo a construir uma escola cada vez mais internacional, exigente e orientada para o futuro”, salienta o dean da Nova SBE, Pedro Oliveira.
Católica-Lisbon SBE melhora cinco posições
Além da “medalhada” Nova SBE, há quatro outro escolas a representar Portugal no ranking que avalia, anualmente, os 100 melhores mestrados em Gestão em todo o mundo, com base em 19 critérios. Nesta edição, a Católica Lisbon School of Business and Economics volta a ser a segunda portuguesa mais bem classificada. Desta vez, ocupa a posição 25 da tabela, subindo cinco lugares face ao desempenho do último ano.
“Entre os vários critérios que contribuem para estes excelentes resultados, como a taxa de empregabilidade de 97% nos três meses após a conclusão do mestrado, é de destacar também a elevada proporção de professores (41%) e alunos (95%) internacionais, bem como paridade de género nos alunos e professores. Esta notável diversidade cultural contribui para o enriquecimento da aprendizagem e experiência académica, integrando um vasto leque de perspetivas”, enfatiza a faculdade em comunicado.
No que diz respeito à satisfação dos antigos alunos, esta escola portuguesa está mesmo entre os cinco melhores a nível mundial, com uma média de 9,37 em dez pontos.
Em reação, o dean, Filipe Santos, afirma que “é uma honra ter o 25º melhor Mestrado em Gestão do Mundo e poder oferecer uma experiência académica de excelência aos alunos numa das melhores business schools do mundo”. “Os nossos graduados saem preparados para desenvolver uma carreira global de sucesso e serem cidadãos empenhados, criando valor em tudo o que fazem”, assegura.
ISEG estreia no 59.º lugar do ranking

Nesta edição do ranking do Financial Times relativo aos melhores mestrados em Gestão do mundo, a terceira escola portuguesa mais bem classificada é o ISEG – Lisbon School of Economics, que figura, pela primeira vez, nesta tabela.
“O masters in management do ISEG – Lisbon School of Economics & Management entra, pela primeira vez, no ranking ‘Masters in Management’ do Financial Times, alcançando diretamente o 59.º lugar mundial“, informa a escola, numa nota enviada às redações.
“Um dos resultados mais expressivos é o oitavo lugar mundial no indicador de progressão de carreira. Este indicador avalia a evolução dos diplomados ao nível da responsabilidade profissional e da dimensão das organizações em que trabalham, comparando a sua situação atual com o percurso desenvolvido após a conclusão do mestrado”, destaca o ISEG.
Esta entrada no ‘ranking’ do Financial Times representa um reconhecimento muito importante da qualidade do programa e do trabalho desenvolvido.
Há ainda outros indicadores a realçar: a taxa de empregabilidade deste programa, que ronda os 100%; a progressão salarial, com um aumento médio de 48% do ordenado auferido no final do mestrado; a avaliação de 8,88 em dez na satisfação global; e a vocação internacional do programa, com 73% dos estudantes a serem estrangeiros.
“Esta entrada no ranking do Financial Times representa um reconhecimento muito importante da qualidade do programa e do trabalho desenvolvido. É também mais um sinal da crescente afirmação internacional da escola e da nossa capacidade para preparar estudantes para liderar organizações num contexto económico e tecnológico em profunda transformação”, afirma Mário Caldeira, presidente do ISEG.
Iscte escala 25 posições na tabela

Na edição deste ano do ranking em causa, a Iscte Business School protagoniza uma das maiores subidas nacionais: melhora 25 posições e atinge a posição 62 da tabela elaborada pelo Financial Times.
“Esta progressão reforça a trajetória crescente de internacionalização da escola e o progressivo reconhecimento da qualidade deste programa“, argumenta a Iscte Business School em comunicado.
A escola defende, além disso, que esta evolução traduz o “reconhecimento de um programa orientado para a preparação de profissionais capazes de atuar em contextos empresariais cada vez mais globais, competitivos e sujeitos a profundas transformações tecnológicas, económicas e sociais“.
“Subir 25 posições é um resultado que nos deixa muito satisfeitos, mas é, sobretudo, um incentivo para continuarmos a elevar a qualidade da experiência que proporcionamos aos nossos estudantes. Empenhamo-nos em formar gestores com uma sólida preparação académica, com forte ligação ao tecido empresarial e com capacidade de liderança num contexto internacional em permanente transformação”, afirma a dean, Maria de Fátima Salgueiro.
Católica-Porto SBE é a escola que mais sobe

No lugar 66 da tabela do Financial Times dos melhores mestrados em Gestão do mundo, consta um outro programa com ADN português: é o mestrado da Católica Porto School of Business and Economics. Melhora, nesta edição, 29 posições, sendo esta a maior progressão registada entre todas as escolas presentes no ranking em 2026.
“O principal destaque do desempenho do mestrado da Católica Porto SBE vai para o indicador career progress rank, que mede a evolução da senioridade e da dimensão das organizações onde os antigos alunos trabalham entre a conclusão do curso e três anos depois. Neste critério, alcançou o primeiro lugar a nível mundial, subindo mais sete posições face ao já excelente resultado do ano passado”, destaca a escola.
Já no indicador relativo à progressão salarial, este programa volta a obter o melhor resultado entre as instituições portuguesas, com uma subida remuneratória de 73%. “O programa apresenta ainda um desempenho de excelência no indicador de empregabilidade a três meses, com 100% dos graduados empregados neste período. Este dado reforça a forte ligação do programa ao mercado de trabalho e a elevada empregabilidade dos seus diplomados”, realça a Católica-Porto SBE.
“Este reconhecimento do Financial Times confirma a trajetória da Católica Porto School of Business and Economics enquanto referência no ensino de gestão a nível nacional, europeu e mundial,” salienta o dean, João Pinto. “É um resultado que reflete o compromisso de toda a escola — corpo docente, estudantes e antigos alunos –, com a excelência académica e com uma formação que gera impacto real na sociedade e nas organizações”, salienta o mesmo.
Na edição deste ano, não aparece a Faculdade de Economia da Universidade do Porto, que, em 2025, tinha alcançado a posição 62. Ao que o ECO apurou, a escola não foi incluída, desta feita, na avaliação do Financial Times.
Financial Times Masters in Management 2026
- Nova School of Business and Economics – 2.º (melhora duas posições face a 2025);
- Católica Lisbon School of Business and Economics – 25.º (melhora cinco posições face a 2025);
- ISEG – Lisbon School of Economics & Management – 59º (estreia);
- Iscte Business School – 62.º (melhora 25 posições face a 2025);
- Católica Porto School of Business and Economics – 66.º (melhora 29 posições face a 2025).
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