A responsável pelo Corredor do Lobito em Angola anunciou hoje que se registou em julho o melhor mês, com 27 mil toneladas de carga internacional movimentada, e prevê atingir cerca de 400 mil toneladas em 2026.
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Em comunicado, a Lobito Atlantic Railway (LAR), empresa privada concessionária responsável pela exploração, modernização e manutenção do Corredor do Lobito em Angola, que liga o porto do Lobito ao Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo (RDCongo), frisou que “o desempenho acompanha o programa de investimento em curso na reabilitação da linha e da infraestrutura e na aquisição de bens de capital”.
A empresa, igualmente responsável pela operação do Terminal Mineiro do Porto do Lobito, avançou ainda que tem investido na aquisição de material circulante, na reabilitação da linha e na coordenação operacional entre Angola e a RDCongo.
De acordo com a empresa, das cerca de 400 mil toneladas de carga previstas para 2026, aproximadamente metade corresponde a cobre e cobalto transportados da RDCongo para o Lobito, e um volume semelhante a mercadorias movimentadas em sentido inverso.
Para o CEO da LAR, Nicholas Fournier, citado na nota, os resultados refletem o trabalho de reabilitação da infraestrutura e a melhoria da coordenação operacional ao longo do corredor.
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“Estamos a adquirir novos vagões e contentores, a reabilitar a linha e a assegurar que a coordenação entre Angola e a República Democrática do Congo funciona cada vez melhor. O nosso objetivo é disponibilizar soluções logísticas seguras e fiáveis, que permitam às empresas planear e movimentar as suas cargas com previsibilidade”, lê-se no documento.
Além dos fluxos internacionais, a LAR assegura igualmente o transporte de carga doméstica, contribuindo para o abastecimento das províncias do interior, para a ligação entre centros de produção e consumo e para o desenvolvimento das atividades económicas ao longo do corredor ferroviário.
“A empresa tem vindo também a identificar novas oportunidades de crescimento em diferentes setores da economia, incluindo a mineração, a agricultura, o comércio e a energia”, segundo a nota.
A LAR avança ainda que, no último segmento, “a ferrovia pode desempenhar um papel cada vez mais relevante no transporte de combustíveis, gás e outros produtos estratégicos, complementando as infraestruturas logísticas existentes e contribuindo para uma distribuição mais regular nas diferentes regiões do país”.
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