Terceira Mesa-Redonda China-América Latina e Caribe sobre Direitos Humanos é realizada no Peru – Brasil 247
247 – A Terceira Mesa-Redonda China-América Latina e Caribe sobre Direitos Humanos foi realizada na terça-feira (15), em Lima, no Peru, sob o tema “Multilateralismo e Direitos Humanos”, segundo o Global Times.
Quase 200 participantes, entre altos funcionários, especialistas, acadêmicos e representantes de organizações sociais, veículos de comunicação e centros de pesquisa da China e de países da América Latina e do Caribe, participaram do evento para discutir o futuro da governança global dos direitos humanos
Ma Huaide, presidente da Universidade Renmin da China e um dos organizadores do evento, afirmou na cerimônia de abertura que a governança global dos direitos humanos enfrenta graves déficits e desafios, enquanto alguns países recorrem à intervenção armada e a sanções unilaterais na tentativa de preservar a política de poder e a hegemonia.
A prática de um multilateralismo genuíno e a reforma e o aperfeiçoamento da governança global dos direitos humanos tornaram-se uma aspiração compartilhada entre os países em desenvolvimento, afirmou Ma.
Ele observou que a Mesa-Redonda China-América Latina e Caribe sobre Direitos Humanos se tornou uma importante plataforma de intercâmbio na área. A reunião deste ano, com o tema “Multilateralismo e Direitos Humanos”, busca contribuir para enfrentar desafios geopolíticos e promover um sistema de governança global dos direitos humanos mais justo e equitativo.
Gustavo Pacheco, presidente fundador do Instituto de Estudos Políticos Internacionais do Peru, destacou a conquista da China ao retirar centenas de milhões de pessoas da pobreza e eliminar a pobreza extrema, afirmando que esse resultado merece maior reconhecimento da comunidade internacional.
Pacheco ressaltou que o direito à vida é o principal direito humano e que guerras e conflitos armados privam diretamente as pessoas desse direito. Ele defendeu a rejeição à guerra, a busca pela paz e a construção de um futuro compartilhado.
Também afirmou que, na sociedade moderna, os direitos humanos devem incluir o acesso à ciência e à tecnologia, assim como aos benefícios proporcionados pelo progresso tecnológico.
Ao destacar a contribuição crescente da China para o desenvolvimento global da inteligência artificial (IA) e para a capacitação tecnológica, Pacheco afirmou que a Iniciativa Global de Governança de IA da China está ajudando a promover um acesso mais amplo à tecnologia e a criar mais oportunidades para um futuro compartilhado.
O embaixador da China no Peru, Song Yang, afirmou que, embora China e América Latina estejam separadas por vastos oceanos, compartilham a aspiração de melhorar o bem-estar das populações e buscar desenvolvimento e progresso.
Segundo Song, ambos os lados, com base em suas respectivas condições nacionais, exploraram caminhos próprios para o desenvolvimento dos direitos humanos e acumularam ampla experiência na proteção dos direitos à subsistência e ao desenvolvimento.
Com base em seus anos de experiência de trabalho na América Latina, Song destacou três pontos.
Primeiro, a segurança é um dos aspectos mais fundamentais do bem-estar das pessoas e um dos direitos humanos mais universalmente compartilhados. Segundo ele, a China fortaleceu as bases para a proteção dos direitos da população por meio da redução da pobreza e do uso da ciência e da tecnologia na segurança pública, e está disposta a trabalhar com os países latino-americanos para transformar o progresso tecnológico em um apoio mais robusto à segurança pública.
Segundo, o desenvolvimento deve continuar sendo uma prioridade. Song afirmou que a cooperação entre China, América Latina e Caribe segue produzindo benefícios concretos. Como exemplo, citou o projeto do Porto de Chancay, que criou um grande número de empregos locais, mostrando como o desenvolvimento pode oferecer uma base sólida para a proteção dos direitos humanos.
Terceiro, a proteção dos direitos humanos depende de ações concretas. Em resposta aos riscos de desastres relacionados ao El Niño, a China apoiou a construção do Centro Nacional de Operações de Emergência do Peru e ajudará a modernizar a instalação para fortalecer a capacidade de prevenção e mitigação de desastres.
Song também mencionou os esforços da China para avançar na criação de uma Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial e na aplicação do modelo de IA Mazu para alerta precoce de desastres, com o objetivo de ajudar os países do Sul Global a reduzir a desigualdade tecnológica.
Durante a reunião, foi lançado o Plano de Ação de Pesquisa Acadêmica China-América Latina e Caribe sobre Direitos Humanos 2026-2030. Também foi criado um comitê de especialistas ligado à Rede de Cooperação em Pesquisa sobre Direitos Humanos China-América Latina e Caribe, e certificados foram entregues aos novos integrantes do comitê.
A rede também divulgou seus projetos conjuntos de pesquisa para 2026-2027.
Três fóruns paralelos foram realizados durante a tarde, com os temas “Desenvolvimento Pacífico e Governança dos Direitos Humanos”, “Cooperação Prática China-América Latina e Caribe e Desenvolvimento dos Direitos Humanos” e “Intercâmbios e Aprendizado Mútuo entre Civilizações em Direitos Humanos”.
Participantes da China e de países da América Latina e do Caribe realizaram debates aprofundados sobre esses temas.
Desde a primeira mesa-redonda, realizada no Rio de Janeiro, passando pelo segundo encontro, em São Paulo, até a reunião deste ano, em Lima, a Mesa-Redonda China-América Latina e Caribe sobre Direitos Humanos foi realizada com sucesso por três anos consecutivos.
O número de países participantes aumentou de 17 para 23, enquanto a presença cresceu de mais de 130 representantes para quase 200. O escopo das discussões também se ampliou, passando de questões específicas de direitos humanos para temas mais abrangentes, como multilateralismo e governança global dos direitos humanos.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com [email protected].
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Marque o Brasil 247 como fonte preferida no Google:
Apoie o jornalismo independente do 247:
Cortes 247
Crédito: Link de origem