O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, presidiu nesta segunda-feira (27), no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (RJ), a cerimônia de lançamento do Navio-Patrulha Mangaratiba”(P73).
Essa patrulha de 500 toneladas será empregada em missões de patrulhamento, busca e salvamento, além da proteção de infraestruturas estratégicas, como plataformas de petróleo e gás.
A Secretária-Geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, e outras autoridades civis e militares também estiveram presentes.
No discurso de abertura, o ministro destacou que a entrega de hoje representa um novo marco na indústria de defesa e no desenvolvimento do Brasil. “Essa entrega não apenas fortalece a Marinha e a Defesa, mas reflete ganhos reais, palpáveis e significativos para a economia do país, a geração de postos de trabalho qualificados e o incremento tecnológico nacional”, enfatizou.
O ministro enfatizou ainda o papel estratégico da embarcação na proteção das águas jurisdicionais brasileiras e no apoio à população. “Esse lançamento representa mais um degrau rumo à modernização do poder naval brasileiro, com relevante emprego em áreas de imenso desafio, como nos nossos rios interiores, no atendimento de segurança e apoio a comunidades difusas pelo país, contribuindo para a salvaguarda da vida humana no mar e o combate de ilícitos em nossas águas jurisdicionais, em especial na foz do rio Amazonas e na nova fronteira exploratória de petróleo e gás da margem equatorial”, destacou.
Ao final da cerimônia, quando falou com a imprensa local, José Mucio ressaltou a relevância do Programa Nuclear da Marinha, especialmente a construção do submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto. “Tenho muita confiança no sucesso desse projeto e nos benefícios ao Brasil, decorrentes da pesquisa e desenvolvimento para a conclusão desse significativo marco histórico”, disse.
O Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, destacou a relevância estratégica da nova embarcação e a importância da presença do Estado em áreas sensíveis do território nacional. “O novo meio integrará o Comando do 4.º Distrito Naval, cuja jurisdição agrega a foz do rio Amazonas e a margem equatorial, nova fronteira, dotada de peculiar potencial geológico e energético. É um espaço de inequívoca relevância, intensifica desafios à soberania, demandando presença efetiva e vigilância permanente do Estado brasileiro”, afirmou.
Tradição naval
Cumprindo a tradição naval de batismo, a Secretária-Geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, convidada para ser madrinha da embarcação, batizou o Navio-Patrulha “Mangaratiba” e, na ocasião, destacou o simbolismo do momento. “Como servidora pública do Ministério da Defesa, fiquei muito honrada e grata pelo convite. O Mangaratiba, além de tudo, simboliza o fortalecimento da nossa Base Industrial de Defesa, seja na geração de empregos, seja na questão técnica, e mostra que estamos preparados para produzir navios-patrulha dessa qualidade”, afirmou.
Navio-Patrulha Mangaratiba
O Navio-Patrulha Mangaratiba comporta uma tripulação de até 51 militares e possui raio de ação de aproximadamente 2.500 milhas náuticas, o equivalente a aproximadamente 5 mil quilômetros.
Além do “Mangaratiba”, encontra-se em construção, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, o Navio-Patrulha “Miramar” (P74), quinto da classe “Macaé”, reforçando o processo contínuo de modernização do poder naval brasileiro.
O navio está armado com um canhão Bofors 40 mm Mk4, sistema de armas mais moderno e eficiente em comparação com os modelos anteriores, oferecendo alta precisão contra alvos de superfície e aéreos, e duas metralhadoras 20 mm GAM B01-2 para defesa próxima e abordagens.
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