A fabricante Estrela, fundada em 1937, é detentora de um vasto acervo de jogos e brinquedos que marcaram gerações no Brasil. A empresa reinventou seus próprios clássicos ao longo dos anos, como o Banco Imobiliário, a boneca Susi e o Jogo da Vida, para acompanhar a introdução de novas tecnologias digitais e novos hábitos de consumo.
Nesta quarta-feira (20), a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, sob a alegação de dificuldades para operar com juros elevados, crédito restrito e o avanço majoritário das plataformas digitais no universo infantil. O pedido é um mecanismo de negociação de dívidas com credores, mantendo as operações.
Antes da introdução das novas tecnologias, a empresa enfrentou fortes concorrentes no mercado de brinquedos e jogos, como a Hasbro e a Mattel, que diminuíram seus lucros e a removeram do posto hegemônico que ocupou por décadas.
Brinquedos e jogos clássicos ainda são carros-chefe da empresa
Produtos como o Autorama, lançado nos anos 1960, são produtos que fizeram parte do imaginário infantil por décadas. Outro sucesso é o jogo Banco Imobiliário, que ainda hoje está presente nas prateleiras de lojas e se tornou o jogo de tabuleiro mais conhecido no Brasil.
Bonecos também se tornaram clássicos, sobretudo Susi e Falcon, que ainda hoje movimentam o mercado de colecionadores. Enfrentando um mercado dominado por figuras de plástico de marcas internacionais, a Estrela se consolidou como a fabricante mais popular dos brinquedos.
A marca também investiu em bonecas interativas, acompanhando a tendência global de integrar tecnologias a brinquedos clássicos. A linha “Meu Bebê” chorava, engatinhava e falava, possibilitando uma brincadeira mais interativa para as crianças.
Nos anos 1980, a Estrela atingiu seu auge com brinquedos que simulavam uma inovação tecnológica trazida pela globalização. O Genius, o “computador que fala”, era atraente pelos sons e luzes e marcava uma transição digital da empresa.
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