Moçambique pede soluções para reduzir conflito homem-fauna

“Neste aspeto de conflito homem-fauna bravia, é fundamental que o setor reflita e apresente propostas de soluções sobre como ultrapassar esta situação. É importante preservar a fauna, mas é mais importante preservar a vida humana e as condições de subsistência das comunidades”, disse a governante.

Maria Benvinda Levi falava durante cerimónia de tomada de posse novo diretor-geral adjunto da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Joaquim Fernando, que substitui Severiano Khoye no cargo, funcionário que segue para aposentadoria.

Os incidentes com animais selvagens são comuns nas zonas rurais em Moçambique e as margens de rios acarretam um risco acrescido, principalmente durante a época das chuvas.

Além da redução do conflito entre o homem e os animais, a primeira-ministra moçambicana pediu também que o empossado aprimore mecanismos para a prevenção e combate de práticas ilegais de mineração, caça e exploração florestal nas áreas de conservação.

Benvinda Levi quer ainda que o novo diretor-geral adjunto da ANAC melhore os mecanismos de gestão sustentável da biodiversidade, dinamize o processo de avaliação e requalificação das áreas de conservação e consolide parcerias público-privadas.

“Temos a certeza de que irá dar o melhor de si no aprimoramento de ações de assistência e apoio aos parques, reservas, coutadas, fazendas de bravio e áreas de conservação existentes no nosso país, de forma que estas contribuam para a melhoria das condições de vida das comunidades em seu redor e, consequentemente, para a economia nacional”, afirmou.

A governante recordou que a ANAC foi criada com a missão de promover, administrar e gerir as áreas de conservação e garantir a sustentabilidade da biodiversidade de Moçambique.

“É nossa expectativa que a sua experiência profissional, acumulada ao longo de vários anos, sirva de catalisador para a consolidação da ANAC, entanto que instituição estratégica para preservação e conservação dos ecossistemas e do meio ambiente do nosso país”, concluiu a primeira-ministra de Moçambique.

Um relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) moçambicano indicou que, em 2023, o número de mortos devido a ataques de animais selvagens quase triplicou num ano, chegando a 159 vítimas.

Segundo o mesmo relatório, viviam em 2023 no interior das áreas protegidas moçambicanas 205.375 pessoas, em 162 comunidades, às quais se somam 501.737 em 504 comunidades nas zonas tampão a estes parques e reservas.

De acordo com dados anteriores da Administração Nacional das Áreas de Conservação, os ataques da fauna bravia em Moçambique destruíram, de 2019 a 2023, um total de 955 hectares de culturas agrícolas, como milho e mandioca.

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