Segundo a fonte, o ataque à mina de pedras preciosas de Ravia aconteceu no domingo, com os insurgentes a interpelarem garimpeiros, levando do local uma motorizada de transporte de areia.
“Os rebeldes entraram e depois levaram uma motorizada e começaram a transportar a camada de areia que os garimpeiros tinham conseguido para uma parte incerta”, disse a fonte, a partir de Meluco.
Do local, foram igualmente levados valores não especificados de dinheiro como cobrança aos garimpeiros interpelados no local, como forma de não serem mortos, relatou a fonte.
Não há registo de mortes, nem de feridos, mas a presença dos alegados terroristas obrigou à fuga dos garimpeiros para a sede de Meluco.
“Parte dos garimpeiros voltou e outros continuaram nas matas à espera a saída deles”, explicou a fonte.
Não é a primeira vez que os supostos terroristas atacam as minas de Ravia em busca de pedras preciosas.
Em 2025, os rebeldes protagonizaram uma incursão durante a qual mataram garimpeiros e levaram dezenas de motorizadas e valores monetários, obrigando à intervenção da Forças de Defesa e Segurança moçambicanas.
A província de Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.
A organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês) estima que a província moçambicana de Cabo Delgado registou 11 eventos violentos nas duas últimas semanas, 10 envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que provocaram nove mortos, elevando para 6.527 os óbitos desde 2017.
De acordo com o último relatório da ACLED, com dados de 06 a 19 de abril, dos 2.356 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.184 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).
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