A viagem do Papa à África termina amanhã na Guiné Equatorial. Leão no inferno de Bata, a prisão dos esquecidos (Eliana Ruggiero para AGI)

No paraíso natural da Guiné Equatorial, conhecido por suas florestas tropicais preservadas, o papa Papa Leone XIV atravessa o limiar do inferno de Bata: sua prisão, uma das mais temidas do mundo, onde, segundo a Amnesty International, os detentos vivem em condições desumanas, sem acesso a advogados ou familiares. É a prisão dos esquecidos, onde muitos desaparecem sem deixar notícias. Conhecida como “Praia Negra”, é um lugar marcado pela umidade, tortura e superlotação.

Sob um céu pesado e calor sufocante, no pátio – com muros cor salmão e cercas de arame farpado –, 651 presos aguardam Leão. Em fila, com uniformes laranja ou verde, cabeças raspadas e sandálias de plástico, seguram bandeiras do pontífice. A maioria é jovem.
«Que a dignidade humana seja sempre preservada», afirmou o Papa.

«Deus nunca se cansa de perdoar», disse Leão. «Não deixem que o passado roube a esperança».

Ao chegar, uma chuva tropical começa, mas os presos continuam cantando. «Essa chuva é uma bênção», afirma. «Ninguém está excluído do amor de Deus!».

Após ouvir testemunhos, destaca: «Não há justiça sem reconciliação». A verdadeira justiça deve reconstruir vidas e comunidades.

Antes da visita, o ministro da Justiça, Reginaldo Biyogo Mba Ndong Anguesomo, apresentou a prisão como modelo de direitos humanos.

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