O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, viajará pela América Latina na próxima semana em uma nova movimentação diplomática do governo de Donald Trump para ampliar a influência de Washington na região. A agenda inclui Colômbia, Peru e Equador, com compromissos previstos entre os dias 8 e 10 de setembro.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (4) pelo Departamento de Estado americano. Segundo o órgão, a viagem terá como objetivo fortalecer alianças consideradas estratégicas pelos Estados Unidos e ampliar a cooperação com governos da região.
A passagem de Rubio ocorre em um momento de intensificação da política externa americana para o continente. O governo Trump vem defendendo uma atuação mais assertiva dos Estados Unidos no hemisfério e, recentemente, divulgou uma peça institucional na qual apresentou sua nova orientação estratégica para as Américas, utilizando a expressão “domínio das Américas”.
Apesar do tom adotado por Washington, o Departamento de Estado apresentou a viagem de Rubio como uma iniciativa voltada ao fortalecimento de alianças e à ampliação da cooperação entre os países.
No Equador, Rubio deverá se reunir com o presidente Daniel Noboa. O país tem mantido uma relação próxima com Washington em temas como segurança e combate ao crime organizado, além de buscar ampliar a cooperação econômica com os Estados Unidos.
A agenda também prevê reuniões na Colômbia e no Peru. De acordo com o Departamento de Estado, Rubio pretende discutir diferentes assuntos considerados prioritários para a política americana na região, entre eles segurança, combate ao narcoterrorismo e relações comerciais.
Na Colômbia, um dos temas previstos é o apoio americano à resposta do governo a um terremoto. A visita também deverá abordar a cooperação entre os dois países no combate ao narcoterrorismo, expressão utilizada pelo governo Trump para tratar de organizações criminosas e grupos armados associados ao tráfico de drogas.
O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, afirmou que a viagem também terá como pauta o aprofundamento das relações comerciais entre os Estados Unidos e os três países.
A escolha dos destinos ocorre em um cenário político considerado favorável aos interesses do governo Trump. Os governos que Rubio encontrará em sua passagem pela região são apresentados por Washington como parceiros importantes para a implementação de sua política hemisférica.
A aproximação com países latino-americanos também está relacionada à estratégia americana de ampliar sua presença em áreas consideradas estratégicas, como segurança, energia, comércio e combate ao tráfico internacional de drogas.
Para Washington, o fortalecimento das alianças regionais pode servir como instrumento para ampliar a capacidade de atuação americana no continente. A agenda de Rubio, nesse sentido, combina questões de segurança com interesses econômicos e diplomáticos.
A viagem ocorre ainda em meio a mudanças no equilíbrio político da América Latina. A presença de governos mais próximos da agenda de Trump em diferentes países abre espaço para uma atuação diplomática mais coordenada entre Washington e seus aliados.
Ao mesmo tempo, a postura americana pode gerar repercussões entre governos latino-americanos que defendem maior autonomia regional e resistência à ampliação da influência dos Estados Unidos.
A expressão “domínio das Américas”, utilizada recentemente pelo governo Trump, acrescentou uma dimensão política à estratégia. Embora o Departamento de Estado não tenha apresentado a viagem de Rubio como uma iniciativa de imposição de influência, o discurso reforça a percepção de que Washington pretende recuperar protagonismo no continente.
A visita de três dias deverá servir, portanto, não apenas para tratar de questões específicas de cada país, mas também para consolidar a política regional do segundo governo Trump.
A agenda de Rubio começa na próxima segunda-feira (8) e termina em 10 de setembro. Os encontros deverão abordar desde respostas a desastres naturais e combate ao crime organizado até comércio e fortalecimento das relações diplomáticas.
A movimentação será acompanhada de perto pelos demais países latino-americanos, especialmente diante da intenção declarada de Washington de ampliar sua influência no hemisfério e estabelecer alianças consideradas estratégicas para os interesses americanos.
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