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Atualmente, o projeto atende 100 alunos, sendo 80 meninos e 20 meninas, com idades entre 7 e 18 anos. Todos precisam estar estudando para participar. As atividades envolvem futebol, futsal, práticas lúdicas e exercícios funcionais, com o esporte também utilizado como ferramenta educacional.
“Funciona com atividades esportivas de futsal e futebol, lúdicas e funcional. A parte educacional visa o rendimento escolar, usando o esporte como ferramenta para o rendimento escolar”, explica Newton.
A manutenção das atividades, no entanto, continua sendo um desafio. “Uma das principais dificuldades é conseguir manter uma fonte de recursos constante. Muitas vezes, as entidades dependem de doações, parcerias e projetos para conseguir manter suas atividades”, relata.
A participação na Rede CT trouxe uma nova etapa para a organização. “A chegada à rede foi um processo de muito aprendizado. Tivemos que nos organizar, entender melhor as nossas necessidades e também adaptar algumas formas de trabalho. Foi importante contar com orientação e apoio durante esse processo, porque a participação na rede abriu novas possibilidades, trouxe conhecimento e permitiu o contato com outras iniciativas”, afirma Newton.
A perspectiva, agora, é ampliar o atendimento e fortalecer a estrutura. “Nossa perspectiva é continuar crescendo de forma sustentável, fortalecendo o projeto e aumentando o número de pessoas que conseguimos atender. Também queremos ampliar as parcerias, melhorar nossa estrutura e encontrar novas formas de geração de renda para garantir a continuidade das ações”, completa.
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Quem ainda busca a captação
Se o São Paulo já avançou na estruturação do projeto, o Café com Skate representa uma etapa anterior desse caminho. A iniciativa completa dez anos de atuação em outubro de 2026, mas a formalização como associação ocorreu há menos de um ano. Por isso, ainda não possui um projeto aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte.
O vice-presidente da Associação Café com Skate, Gustavo Alves, conta que a capacitação promovida pela Rede CT e pelo Instituto Futebol de Rua ajudou a transformar a experiência acumulada em uma proposta mais estruturada.
“Tivemos a oportunidade de participar de uma capacitação em conjunto com a Rede CT e o Instituto Futebol de Rua, voltada para a estruturação de projetos e captação de recursos. A partir dessa capacitação, conseguimos estruturar um projeto que, assim que concluirmos esse primeiro ano de formalização, pretendemos apresentar em busca de recursos para sua execução”, explica.
Hoje, o principal obstáculo é financeiro. “Não temos nenhum recurso fixo para custear nossas atividades. Se não fosse o apoio de comerciantes locais, amigos, pais dos nossos alunos e outras pessoas que acreditam no nosso trabalho, não teríamos condições de manter o projeto diante de todos os custos operacionais”, afirma Alves.
O Café com Skate utiliza a modalidade como ferramenta de transformação social e pretende ampliar o atendimento por meio de uma futura captação. “Através dele, buscamos contribuir para o desenvolvimento dessas crianças não somente no esporte, mas também na formação como cidadãos e nos valores que elas levarão para toda a vida”, diz.
Para Alves, a falta de conhecimento técnico também pesa sobre iniciativas da região. “Existem muitos projetos que possuem anos de atuação e realizam um trabalho importante dentro de suas comunidades, mas que não têm acesso ao conhecimento necessário para transformar toda essa experiência em um projeto estruturado para captação.”
Crianças atendidas pelo Projeto Café com Skate. (Arquivo Pessoal)
A experiência do Café com Skate e do São Paulo mostra duas etapas de um mesmo desafio: manter projetos esportivos funcionando e, ao mesmo tempo, criar condições para que eles consigam acessar mecanismos de financiamento. Para a Rede CT, fortalecer a capacidade dessas organizações é parte do caminho para ampliar a participação de novos territórios nos recursos destinados ao esporte.
Entre 2022 e 2025, Norte, Nordeste e Centro-Oeste aumentaram sua participação na captação, enquanto a fatia do Sudeste recuou de 74% na série histórica para cerca de 71% no período. Em 2025, porém, o Sudeste voltou a concentrar quase 75% dos recursos captados, indicando que a descentralização ainda ocorre de maneira irregular.
Perfils:
Bom de Escola – Bom de Bola – @pjbomdeescola
Café com Skate – @projeto_social_cafe_skate
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Esportes
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