Jorge Bom Jesus desmente MLSTP e diz que é candidato às presidenciais de São Tomé e Príncipe

Em São Tomé e Príncipe, afinal Jorge  Bom Jesus não desiste da corrida às eleições presidenciais de 19 de Julho. O candidato desmentiu o MLSTP que anunciou a sua desistência.

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Em conferência de imprensa, esta sexta-feira, Jorge Bom Jesus disse: “Eu quero reafirmar que sou candidato às próximas eleições presidenciais de 19 de Julho de 2026. Qualquer outra informação seria mentira.”

Na quarta-feira, e após uma segunda reunião da sua Comissão Política, o MLSTP declarou o seu o apoio à recandidatura de Carlos Vila Nova às eleições presidenciais e anunciou que recebeu uma comunicação do militante, ex-presidente do partido e ex-primeiro-ministro a anunciar “a desistência da sua candidatura ao cargo de Presidente da República”. Foi o vice-presidente do MLSTP, Conceição Moreno, quem leu o comunicado do partido a indicar que “a Comissão Política saúda o elevado sentido de responsabilidade, maturidade política e espírito patriótico demonstrados pelo camarada Jorge Bom Jesus”.

Esta sexta-feira, Jorge Bom Jesus sublinhou que não deu nenhum mandato, nem procuração a ninguém, com excepção do seu mandatário, para falar em seu nome, e que também não enviou ao MLSTP “nenhum requerimento, nenhuma nota a dar conta de qualquer desistência”.

O meu projecto decorre de um desejo genuíno de servir São Tomé e Príncipe (…). Ele alicerça-se nos profundos anseios da nossa população e do nosso povo”, disse.

O candidato acrescentou que se reuniu com a direção do MLSTP e com várias candidaturas, incluindo a do actual Presidente da República, Carlos Vila Nova, para abordar assuntos ligados às eleições, nomeadamente questões financeiras, mas rejeitou qualquer recebimento. “Quero aqui de viva voz, de forma veemente, de forma solene, afirmar que nunca recebi nada de ninguém até à data presente e naturalmente que no futuro também será assim”, sublinhou.

O ex-primeiro-ministro são-tomense (2018-2022) reafirmou que “é o único candidato oriundo da família do MLSTP”, pelo que gostaria de ter o apoio do seu partido, que decidiu apoiar Carlos Vila Nova, um candidato “fora do MLSTP”, no que qualificou de opção estratégica, mas alertou que “há uma diferença entre as opções da direção e as opções da militância”. Apesar de militante do MLSTP, Jorge  Bom  Jesus, concorre  como independente com  apoio de alguns militantes  do MLSTP.

Segundo um edital do Tribunal Constitucional, datado de segunda-feira, foram admitidas as candidaturas do ex-primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, do líder parlamentar da ADI, Nito D’Abreu, do atual Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, e dos juristas Miques João Bonfim e Eugénio Tiny. A candidatura do empresário e político Domingos Monteiro não foi admitida, segundo o TC porque o candidato “não possui a qualidade de cidadão são-tomense de origem por não ser filho de pai ou mãe são-tomense”.

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