Esta é a última semana da campanha eleitoralpara as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, agendadas para 19 de julho.
Quatro candidatos disputam o cargo, nomeadamente Carlos Vila Nova, Nito Viegas de Abreu, Eugénio Rodrigues Tiny e Miques João. A candidatura de Jorge Bom Jesus foi anulada pelo Tribunal Constitucional, após a sua desistência. E os são-tomenses residentes no exterior também vão participar na escolha do próximo chefe de Estado.
Cerca de 20.500 eleitores estão inscritos na diáspora, em países como Portugal, Reino Unido, Bélgica, França, Luxemburgo e Holanda.
Em Portugal, a campanha tem sido dominada pelas candidaturas de Carlos Vila Nova, atual Presidente da República, e de Nito Viegas de Abreu, que têm realizado ações de mobilização junto da comunidade são-tomense.
Nito Abreu apresentou-se como candidato da mudança e defendeu uma nova forma de fazer política. Durante um encontro com eleitores em Portugal, destacou o papel da diáspora como uma força estratégica para o desenvolvimento do país.
“Somos e sempre seremos uma nova geração para uma nova forma de fazer, uma nova forma de pensar, uma nova forma de agir. Chegou a nossa vez”, afirmou o candidato.
Estabilidade
Já Carlos Vila Nova, que se recandidata ao cargo, apela à estabilidade e à unidade nacional. Em campanha junto dos emigrantes são-tomenses, o Presidente cessante defendeu uma estratégia para reforçar a ligação entre o país e a sua diáspora.
“Quero que a diáspora seja abraçada e que haja uma estratégia para aqueles que quiserem regressar. A diáspora é parceira do desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”, declarou.
Cerca de 46 mil são-tomenses emigraram nos últimos tempos. Este facto preocupa Vila Nova, que se diz ter candidatado a um segundo mandato porque é preciso estabilidade no país. “Eu acredito que nós podemos fazer de São Tomé e Príncipe um país melhor para todos”, afirmou.
O coordenador da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) em Portugal, Gil Costa, garantiu à DW que os preparativos para a votação estão praticamente concluídos. As mesas de voto funcionarão entre as 8h00 e as 18h00 de Lisboa.
“Estamos a identificar e a publicitar as assembleias de voto. Estamos a preparar a logística em termos de organização de boletins, editais, tendas e por aí fora, para que a população possa exercer o seu direito de voto”, garantiu o responsável.
Unidade
Entre os eleitores, espera-se que o próximo Presidente promova a unidade nacional. É o caso de Rufino Espírito Santo, informático são-tomense radicado em Portugal há cerca de 30 anos.
“Gostaria que o eleito estivesse acima dos partidos e tivesse capacidade de unir. Precisamos de alguém que consiga criar pontes entre as várias fraturas sociais que existem no país”, defende.
Ao contrário do que acontece nas eleições presidenciais, os são-tomenses residentes no estrangeiro não poderão votar nas eleições legislativas marcadas para 27 de setembro.
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