Portugal defende papel da Inteligência Artificial no aumento da produtividade em reunião do FMI e Banco Mundial

De acordo com um comunicado do Ministério das Finanças, o encontro decorreu nos dias 6 e 7 de julho, na sede do Banco de Portugal, reunindo governadores e governadores suplentes dos países que integram a constituency de Portugal nas duas instituições financeiras internacionais. Portugal esteve representado por Joaquim Miranda Sarmento e pelo governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira.

O ministro de Estado e Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, intervém na conferência de imprensa na sequência da divulgação das Contas Nacionais Trimestrais relativas a 2025, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no Ministério das Finanças, em Lisboa, 26 de março de 2026. MIGUEL A. LOPES/LUSA

O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, defendeu o aproveitamento responsável da inteligência artificial (IA) para reforçar a produtividade, a inovação, a competitividade e a inclusão, durante a reunião anual do grupo de países de Portugal no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Grupo Banco Mundial (GBM), realizada esta semana em Lisboa.

Nos dias 6 e 7 de julho, realizou-se em Lisboa a reunião dos membros do grupo de países (constituency) de Portugal no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Grupo Banco Mundial (GBM).

De acordo com um comunicado do Ministério das Finanças, o encontro decorreu na sede do Banco de Portugal, reunindo governadores e governadores suplentes dos países que integram a constituency de Portugal nas duas instituições financeiras internacionais. Portugal esteve representado por Joaquim Miranda Sarmento e pelo governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira.

Os trabalhos centraram-se nos principais temas das agendas política e institucional do FMI e do Grupo Banco Mundial, incluindo sessões dedicadas ao impacto da inteligência artificial, descrita como uma transformação estrutural com efeitos a nível nacional, regional e global e que exige respostas de política comuns e maior cooperação internacional.

“O Ministro de Estado e das Finanças, que interveio na abertura e encerramento destas sessões, aludiu à Inteligência Artificial (IA) enquanto realidade determinante para as economias e instituições, devendo ser aproveitada de forma responsável para reforçar a produtividade, a inovação, a competitividade e a inclusão”, refere o Governo

Na abertura e no encerramento das sessões, o ministro das Finanças sublinhou que a IA representa uma realidade determinante para as economias e instituições, defendendo que a tecnologia deve ser utilizada de forma responsável para potenciar o crescimento económico e a inclusão.

Por seu lado, Álvaro Santos Pereira destacou a necessidade de uma governação sólida da inteligência artificial, salientando o papel das instituições financeiras internacionais e da cooperação entre os Estados na maximização das oportunidades e na resposta aos desafios colocados por esta tecnologia.

Segundo o Ministério das Finanças, a constituency presidida por Itália no FMI integra Albânia, Grécia, Malta, Portugal e San Marino, enquanto no Grupo Banco Mundial inclui os mesmos países, acrescidos de Timor-Leste. A reunião deste grupo realiza-se anualmente.


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