A campanha para as eleições legislativas, autárquicas e regional de 27 de setembro em São Tomé e Príncipe arranca este sábado (12.09) com mini comícios e passeatas em várias comunidades, e uma coligação sob investigação do Tribunal por alegada falsificação de assinaturas. Pelo menos seis partidos e uma coligação foram admitidos às eleições legislativas, cinco dos quais concorrem também nas autárquicas.
A Ação Democrática Independente (ADI), atualmente com 30 deputados, que desde julho passou a ser liderada pelo atual primeiro-ministro, Américo Ramos, vai realizar mini comícios em todos os distritos, “com a participação de dirigentes, candidatos, militantes, simpatizantes” do partido, segundo agenda enviada à Lusa.
O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), com 18 deputados, terá uma sessão de apresentação do seu programa eleitoral no Palácio dos Congressos, na capital são-tomense, e realizará um comício no distrito de Cantagalo, segundo uma fonte junto à direção do partido.
A coligação Movimento de Cidadão Independentes-Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN), com cinco deputados à Assembleia Nacional, promoverá passeatas no distrito de Lembá, apesar de algumas incertezas que ainda ameaçam a participação do partido nestas eleições.
Fontes do MCI-PS/PUN disseram à Lusa que os dirigentes do partido “permanecem na incerteza quanto às condições de participação nestas eleições após o Tribunal Constitucional ter anunciado na quinta-feira que está a analisar alegada falsificação de assinatura de um dos candidatos apresentados pelo partido”.
O Movimento Basta, com dois deputados, ainda não divulgou as suas atividades de arranque da campanha.
Concorrem ainda a estas eleições três partidos sem assento parlamentar, nomeadamente, o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra, que realizará passeatas em algumas comunidades do distrito de Mé-Zóchi.
Para as eleições legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional, cujo partido vencedor deverá ser chamado pelo Presidente da República a formar o próximo Governo.
São Tomé e Príncipe realizou as eleições presidenciais em 19 de julho, tendo Carlos Vila Nova sido reeleito à primeira volta com 55,88% dos votos, batendo Nito D’Abreu (41,46%), Miques João (1,59%) e Eugénio Tiny (1,07%).
Mais de 146 mil eleitores estão inscritos para as eleições legislativas, autárquicas e regional do próximo dia 27, um aumento de quase quatro mil inscritos em relação às presidenciais de 19 de julho, segundo o presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Jeudiger Nascimento.
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