Ângela Gomes disse, à margem da da XVII edição do Encontro Nacional de Médicos Internos de Saúde Pública (ENMISP), no Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), em Lisboa, que está preocupada com a propagação do vírus do Ébola, salientando que as autoridades de saúde de Cabo Verde “estão a atualizar o plano de preparação e prontidão para qualquer eventualidade”.
“Estamos a fazer as nossas ações internas de organização e também a manter sempre uma conexão muito direta com esses países (…) para atualizar as medidas quando forem necessárias”, salientou.
A responsável apontou que a forte ligação ao continente africano obriga a reforçar o controlo nos pontos de entrada, clarificando, contudo, que, por enquanto, o país “ainda não [está] a fechar as portas”.
Questionada sobre os casos de shigella no arquipélago, Ângela Gomes afirmou que “as infeções do trato gastrointestinais, principalmente em épocas altas, de muita aglomeração, de muita movimentação, é conhecido e é natural que aconteça”.
A diretora salientou que as autoridades de saúde cabo-verdianas emitiram vários tipos de recomendações, nomeadamente as implementadas durante a covid-19.
“Do ponto de vista sanitário, reforçámos ainda mais as inspeções sanitárias e há um cumprimento estrito, a nível regulatório também, que essas entidades hoteleiras, estando no país, devem respeitar e seguir”, disse.
Ângela Gomes concluiu que esta visita ao IHMT serviu para estreitar a cooperação bilateral para a formação avançada de quadros técnicos, apontando que a saúde pública deve ser sempre tratada como um investimento mundial estratégico e estrutural.
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