Couto diz que é possível aumentar superávit no RJ de R$ 5 bi para R$ 7 bi sem comprometer máquina | Brasil

O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, disse que é possível elevar a meta de superávit fiscal do Estado de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões. Segundo ele, o número está sendo alcançado sem comprometer a máquina pública.

Couto, que participa do Fórum Rio Empreendedor, realizado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (RJ), disse que as metas de superávit partiram da ideia de enxugar a máquina sem comprometer a atividade diária, com o objetivo de reverter o déficit fiscal de R$ 19 bilhões.  

Entre as ações está o aumento da fiscalização nas barreiras tarifárias nas divisas do Estado, a demissão de “pessoas que não representam atividades do Estado” e combate a atuações irregulares. De acordo com ele, nesta semana, o governo começou a reduzir o número de secretarias, também sem comprometer a atividade do Estado. 

O governador disse ao público do evento que quando fixou a meta de reverter o déficit de R$ 19 bilhões para um superávit de R$ 5 bilhões, muitas pessoas riram e questionaram o porquê do número.  

“Eu disse que se a meta é de R$ 1 bilhão, não chego a R$ 500 milhões. Então, melhor colocar R$ 5 bilhões e chegar a [um superávit] de R$ 1 bilhão”, afirmou. 

E complementou: “Só que foi muito fácil. Nós devemos levantar esse patamar, de repente entregar uma meta de superávit de R$ 7 bilhões. O Rio tem potencial”, disse Couto.  

O governador ressaltou a adesão ao Programa de Pagamento Pleno de Dívidas dos Estados (Propag) como um caminho para reestruturar a dívida do Rio com a União ao mesmo tempo que libera recursos para investimentos, destacou a retomada do diálogo com a União e disse que “é a hora de termos a bandeira da adequação”, em defesa dos empresários “responsáveis”, que não podem competir com os que atuam na irregularidade. 

Couto disse ser necessário apoiar o empreendedor que atua dentro das regras, caso contrário, abre-se espaço para o “empresário atravessador”, que busca cometer várias fraudes, citando como exemplo o caso do empresário Ricardo Magro, que é tido como dono da Refit, embora ele negue a propriedade da empresa. 

“Temos um, que é muito nefasto para Estado do Rio de Janeiro. Vocês sabem de quem estou falando. Não vou [entrar nos detalhes, vou deixar] nas entrelinhas, mas trata-se do doutor Ricardo Magro, da Refit. Não podemos permitir que esse tipo de empresário venha para o Estado. Aliás, não podemos permitir que esses tipos venham para o Brasil. É hora de termos uma bandeira, da adequação”, afirmou.

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