I.A encarece tecnologia e energia nos EUA: preços sobem até 4,2% e pressão deve continuar – Times Brasil
O avanço dos investimentos corporativos em inteligência artificial (I.A) nos Estados Unidos está produzindo um efeito inesperado para os consumidores: a tecnologia começa a contribuir para o aumento dos preços.
A I.A exige uma enorme capacidade de processamento, o que elevou a procura por semicondutores e outros componentes utilizados para alimentar esses sistemas. Com a alta dos custos, fabricantes de eletrônicos passaram a repassar parte das despesas para produtos como celulares, computadores e acessórios, segundo a CBS News.
O impacto já aparece nos dados de inflação. O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos mostrou que a inflação avançou 3,4% em julho, na comparação anual. Enquanto os preços dos bens básicos, excluindo alimentos e energia, subiram 0,2% em relação a junho, os produtos de tecnologia da informação tiveram alta de 1,4% no mesmo período.
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Empresas e consumidores disputam os mesmos componentes
O aumento da demanda por chips para sistemas de inteligência artificial coloca empresas e consumidores em uma espécie de disputa pelos mesmos produtos.
Segundo economistas, a procura maior já pressiona os preços de componentes como unidades de processamento gráfico e dispositivos de armazenamento. As empresas que precisam desses itens para fabricar eletrônicos acabam transferindo parte do aumento dos custos para os consumidores.
Os efeitos também aparecem no mercado de software. Consumidores estão contratando versões pagas de ferramentas de inteligência artificial generativa, com gastos médios de aproximadamente US$ 20 a US$ 30 por mês.
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A expansão da tecnologia ainda tem outro impacto: o consumo de energia. Data centers utilizados para desenvolver e operar sistemas de I.A exigem grandes quantidades de eletricidade, aumentando a pressão sobre a rede elétrica americana. Em julho, o custo da eletricidade subiu 4,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
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Pressão pode continuar nos próximos anos
Economistas avaliam que os investimentos das empresas em inteligência artificial devem continuar contribuindo para a inflação no curto prazo. A Oxford Economics prevê que a alta dos preços relacionados à tecnologia continuará exercendo pressão sobre a inflação básica nos próximos dois anos.
O efeito, porém, pode mudar no longo prazo. A expectativa de muitos economistas é que a inteligência artificial aumente a produtividade das empresas e reduza custos ao tornar processos mais eficientes.
Até que esses ganhos apareçam de forma mais ampla, os consumidores americanos podem continuar sentindo no bolso os efeitos da corrida das empresas pela tecnologia.
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