Cata Vassalo sobre os desafios da carreira: “É fazer disto um estilo de vida e não um trabalho”

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Entre a vida pessoal e o trabalho, Cata Vassalo revela, em entrevista à SIC Mulher, o universo íntimo por trás da sua marca.

Há nomes que se tornam mais do que uma marca, tornam-se linguagem. É o caso de Cata Vassalo, que começou no universo da joalharia e das peças de noiva, mas acabou por construir um território criativo muito mais amplo, onde moda, identidade e storytelling se cruzam de forma natural.

“Não nos identificámos nunca como só uma coisa. Nunca foi esse o objetivo”, explica, em entrevista, em exclusivo, à SIC Mulher, sublinhando que a evolução da marca nunca foi forçada, mas sim orgânica, feita de tentativa e erro, e de uma curiosidade constante.

Neverland e o lado invisível da criação

É esse percurso entre decisões, bastidores e emoção que ganha forma em Neverland, a nova minissérie que acompanha o universo Utopia e o desfile de 2025. Um projeto que, segundo a criadora, reflete não só o presente da marca, mas também a sua evolução ao longo do tempo.

“Sei que está ao nosso coração, isso é certo, porque não fazemos nada sem nos dedicarmos mesmo 200%”, afirma, deixando claro o nível de entrega por detrás de cada projeto.

Nuno Moreira

Mais do que um registo de backstage, a minissérie promete mostrar a construção contínua de uma linguagem visual e emocional, onde cada detalhe é pensado como parte de uma narrativa maior.

Criar como forma de viver

Na base de tudo está uma relação quase inseparável entre vida e trabalho. “Vivemos, dormimos e comemos isto”, resume. Para Cata Vassalo, criar não é apenas produzir peças, é uma forma de estar no mundo.

A inspiração surge de múltiplos lugares: das pessoas, dos encontros, dos momentos e da natureza. “As pessoas inspiram-me. Os momentos inspiram-me”, refere, reforçando uma abordagem intuitiva e sensível ao processo criativo.

Bastidores, equipa e o ritmo do atelier

Por trás da marca está também uma estrutura exigente, com uma equipa que acompanha diariamente o ritmo intenso do trabalho. “Tenho 13 pessoas a trabalhar para mim no atelier. Tenho como se tivesse 13 filhos”, conta, descrevendo um ambiente de proximidade e colaboração constante.

Cata Vassalo e as filhas

Nuno Moreira

Entre decisões, provas e desenvolvimento de novas peças, o dia-a-dia alterna entre criação e gestão, num equilíbrio que sustenta todo o universo da marca.

Utopia como ponto de encontro

O desfile Utopia tornou-se um dos momentos centrais da marca, um espaço onde tudo converge. O que começou como um projeto quase experimental evoluiu para um marco anual no calendário criativo.

Ainda assim, a designer recusa olhar para as coleções como momentos isolados. “Cada vez que faço, tento criar essa peça e esse momento”, diz, reforçando a ideia de continuidade e reinvenção permanente.

Nuno Moreira

Um olhar mais próximo sobre a moda

Com Neverland, Cata Vassalo abre as portas do seu universo criativo e convida o público a olhar para a moda de forma mais próxima e real. Sem dramatismos, mas com emoção.

Quero que as pessoas tenham noção dos bastidores. Do tão giro que é. Do divertido que é.”

No fundo, o que fica é a ideia de uma carreira construída de dentro para fora, onde trabalho e vida se misturam, e onde a criação é, acima de tudo, uma forma de viver.

Nerverland está disponível na Opto, a plataforma de streaming da SIC, e estreia esta sexta-feira, 17 de abril, na SIC Caras.

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