O Banco BPI registou um resultado líquido de 133 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, uma descida de 2% em termos homólogos, num período marcado pelo crescimento da atividade comercial, aumento do crédito e forte aposta na transformação digital e no capital humano.
A atividade em Portugal contribuiu com 90 milhões de euros para o resultado, menos 8% face ao período homólogo, evolução justificada pelo impacto do repricing do crédito num contexto de taxas de juro mais baixas. Já a rentabilidade dos capitais próprios tangíveis (ROTE) recorrente em Portugal fixou-se em 15,3%.
Apesar da quebra ligeira nos lucros, o banco sublinha a trajetória de expansão do negócio. A carteira total de crédito aumentou 8% face ao ano anterior, para 33,8 mil milhões de euros, enquanto o crédito à habitação cresceu 11%, atingindo 17,5 mil milhões de euros. No segmento empresarial, o financiamento a PME destacou-se com um crescimento de 13%, sustentando a carteira de crédito a empresas, que subiu 6%, para 12,7 mil milhões de euros.
Os recursos de clientes também evoluíram positivamente, crescendo 6% para 43,6 mil milhões de euros, com destaque para o aumento de 18% nos fundos de investimento e seguros de capitalização.
“O BPI manteve, no primeiro trimestre, uma trajetória de crescimento consistente do volume de negócios, apesar de um enquadramento internacional mais exigente”, afirmou João Pedro Oliveira e Costa, presidente executivo do banco, sublinhando também o reforço do crédito à habitação, do financiamento às PME e da poupança gerida.
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O responsável destacou ainda o investimento na capacitação das equipas e o impacto da tecnologia: “Estamos a investir no futuro, com o programa de inteligência artificial que vai capacitar todos os colaboradores e melhorar a experiência do cliente”.
O BPI assinala ainda o reforço do apoio às famílias e empresas afetadas pelas tempestades, com mais de 300 milhões de euros concedidos em moratórias e linhas de apoio. Em paralelo, a Fundação “la Caixa” aumentará a sua dotação para Portugal para 56 milhões de euros em 2026.
Em termos de solidez financeira, o banco mantém rácios de capital confortáveis, com um CET1 de 13,8% e um rácio total de 17,1%, acima dos requisitos regulatórios. A qualidade dos ativos permanece em máximos históricos, com o rácio de crédito malparado (NPL) em 1,6%.
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O banco mantém ainda uma base operacional estável, com custos a crescer 4% e um rácio de eficiência (cost-to-income) de 42% nos últimos 12 meses.
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