O rei Carlos III sublinhou hoje a “parceria duradoura” com Moçambique e o papel do país lusófono na Commonwealth, na mensagem do monarca britânico sobre os 51 anos da independência moçambicana.
Na carta enviada ao Presidente da República, Daniel Chapo, Carlos III expressa “as mais calorosas felicitações” ao chefe de Estado e ao povo moçambicano, destacando que a entrada de Moçambique na Commonwealth, há 31 anos, “permanece um momento histórico e distintivo” no percurso do país como nação independente e voltada para o futuro.
O monarca sublinha que, num contexto global marcado por incertezas, “a força coletiva e a unidade” dos países da Commonwealth são “mais vitais do que nunca”, manifestando expetativa pelo reencontro com os líderes do bloco na cimeira prevista para novembro.
Carlos III refere-se ainda às cheias devastadoras que atingiram Moçambique em janeiro, afirmando ter ficado “profundamente entristecido” com o impacto do desastre natural e expressando esperança de que o apoio prestado pelo Reino Unido tenha contribuído para aliviar a situação das populações afetadas.
O soberano elogia também o trabalho de restauração dos parques nacionais moçambicanos, considerando-o um exemplo de compromisso ambiental e de resiliência face às alterações climáticas.
O dia 25 de junho assinala o fim do domínio colonial português em 1975, com a proclamação da independência pelo primeiro Presidente moçambicano, Samora Machel.
Moçambique é simultaneamente membro fundador da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e, desde 1995, o primeiro Estado não anglófono a aderir à Commonwealth, bloco que reúne 56 países com cooperação política, económica e cultural.
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