Bubista, parabéns é o nosso primeiro 9,5. Cabo Verde foi quase perfeito (as notas dos jogadores caboverdianos)
Cabo Verde acabou por não sobreviver aos 16 avos de final frente à atual campeã do mundo Argentina. Apesar disso, lutou até ao último minuto do prolongamento e ficará para eternidade como a mais bonita história deste Mundial 2026
Vozinha – 8
Vozinha voltou a ser uma das estrelas maiores de Cabo Verde. Nada pôde fazer no golo de Lionel Messi que lhe apareceu isolado à frente, bem como no 3-2, apontado pela cabeça de Romero depois de um canto na esquerda. Contudo, no segundo golo da Argentina fica a sensação que o guardião caboverdiano poderia ter feito um pouco mais, visto que o remate de Lisandro Martínez entra entre o guarda-redes e o poste direito. Ainda assim, nada fazia antever que Martínez fosse rematar forte em vez de cruzar e bola acabasse por sair bem perto do ângulo da baliza de Cabo Verde.
Na retina ficou ainda as defesas, aos 64′, num cara a cara com Messi, as várias fintas provocatórias do guarda-redes a Lautaro Martínez e a defesa aos 72′ após o astro argentino cobrar um livre enquanto Vozinha ainda fazia a barreira junto ao poste esquerdo. Messi bateu a bola para o lado direito e Vozinha defendeu com uns reflexos dignos do melhor felino e não de um homem de 40 anos.
Sidny Lopes Cabral – 9
Lopes Cabral ou Sidny Cabral foi o homem do jogo. O lateral esquerdo de Cabo Verde marcou aquele que muito provavelmente será o melhor golo do Mundial 2026, já no prolongamento e quando a seleção caboverdiana mais precisava. Já num último esforço entre cãibras, ao minuto 117, Sidny enviou uma autêntica bomba na direção da baliza argentina, após livre na esquerda, que obrigou Emiliano Martínez a aplicar-se.
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— sport tv (@sporttvportugal) July 4, 2026
Pico Lopes – 8
Pico Lopes, o central que à primeira tentativa não percebeu que estava a ser convocado para representar Cabo Verde, acabou por ser peça-chave para os tubarões azuis. O defesa apresentou altos níveis de compostura e uma exibição cujo ponto alto é um corte magnífico, aos 80′, que mal executado teria dado autogolo certo.
Diney Borges – 7
Foi o parceiro ideal para Pico Lopes na fase de grupos e voltou a sê-lo frente à Argentina. Menos impactante neste jogo do que o companheiro, mas sem qualquer lance que comprometesse ou assustasse os adeptos nas bancadas.
Steven Moreira – 6
Não foi tão ativo como colega do flanco oposto, Sidny Cabral, mas esteve também bem. De destacar, a subida bem conseguida, ao minuto 37, que culminou numa má decisão e uma tentativa de remate ou cruzamento que quase saiu do estádio.
Kevin Pina – 8
Kevin Pina foi o rei das recuperações. Estabilizou o meio-campo caboverdiano e travou mais jogadas de ataque argentinas do que qualquer outro elemento em campo. Aos 67′, viu cartão amarelo após um puxão violento a Lionel Messi que já lhe tentava ganhar as costas. Acabou por sair aos 100’ para a entrada de Gilson Benchimol.
Jovane Cabral – 7
Jovane Cabral foi extremo esquerdo, médio centro e ainda apoiava Sidny Cabral durante os ataques argentinos pela direita. Aos 39′, viu bem a entrada de Steven Moreira aos 39’ e começou um dos lances de maior perigo da seleção caboverdiana até então. De realçar ainda, o remate forte ao minuto 47 que acabou nas mãos de Martínez. Abandonou o relvado aos 80′ para a entrada de Hélio Varela.
Deroy Duarte – 8
A par de Sindy e Vozinha, Deroy Duarte foi um dos melhores de Cabo Verde. Começou com um remate muito perigoso à entrada da área aos 53’, apenas travado por Emiliano Martínez e, depois da ameaça, fez o golo do empate ao minuto 59. Sai aos 100’ para a entrada de Yannick Semedo.
Laros Duarte – 5
Foi dos jogadores menos influentes de Cabo Verde. O médio ofensivo acabou por sair aos 67 para a entrada de Jamiro Monteiro.
Nuno da Costa – 6
Ser ponta de lança de Cabo Verde num jogo contra a campeã do mundo é uma posição difícil de se estar. Passou o tempo à espera de bola e em duelos físicos com a defesa argentina. Saiu aos 67′ para a entrada de Dailon Livramento.
Ryan Mendes – 7
Tem um remate disparatado a meio do meio campo após um canto, aos 49’, mas dez minutos depois foi Ryan Mendes a assistir Deroy Duarte para o 1-0 de Cabo Verde. Deixou o relvado aos 80′ para a entrada de Willy Semedo.
Pedro Leitão Brito, mais conhecido por Bubista – 9,5
É efetivamente impressionante tudo o que Bubista conseguiu retirar do plantel caboverdiano que tinha à disposição. A inexperiência ou possível falta de qualidade técnica em algumas posições foram completamente eclipsadas pela garra, dedicação e vontade destes homens que tinha à sua disposição. Se pensarmos que Vozinha foi dispensado pelo Chaves e Sidny Cabral foi vendido pelo Benfica a troco de meros 7 milhões de euros – uma barganha para os números do futebol atualmente -, Bubista fez o que poucos achariam possível: criou um plantel capaz de olhar olhos nos olhos com a campeão do mundo em título, a poderosa Argentina de Messi.
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