Os investimentos em tecnologia no Brasil devem chegar a R$ 2 trilhões no período de 2026 a 2029, de acordo com um estudo divulgado pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom) nesta terça-feira, 12. A projeção é de alta de 19,3% ao ano.
Segundo o Relatório Setorial 2025 – Macrossetor de TIC, o serviço de computação em nuvem deve puxar os investimentos, concentrando R$ 765,6 bilhões no período e crescendo 21% ao ano.
A Inteligência Artificial (IA) aparece logo em seguida, com estimativa de R$ 736,6 bilhões em aportes e crescimento médio anual de 20%.
O levantamento da Brasscom ainda aponta que o segmento de Internet das Coisas (IoT) deve somar R$ 63,6 bilhões em investimentos de 2026 a 2029, crescendo 16% ao ano.
Já a combinação de mobilidade, dados e banda larga tem projeção de R$ 646,1 bilhões no mesmo período, avançando 1% ao ano.
“O relatório confirma que o Brasil vive uma mudança estrutural na forma como empresas, governo e sociedade consomem tecnologia. A perspectiva de até R$ 2 trilhões em investimentos até 2029 mostra que nuvem e inteligência artificial já são centrais para a competitividade do País”, afirma Affonso Nina, presidente executivo da Brasscom, em nota.
Data centers
O estudo também traz projeções para o mercado de data center. A perspectiva é de que o setor cresça 2,5 vezes em capacidade, saltando de 1.063 MW, em 2025, para 2.629 MW, em 2030.
A expectativa é de que os investimentos cresçam anualmente, batendo R$ 399,3 bilhões em 2030. A maior parte dos recursos (R$ 299,5 bilhões) deve ser direcionada a equipamentos, enquanto quase R$ 100 bilhões serão aportados em infraestrutura.
Tamanho do mercado
De acordo com o relatório da Brasscom, o macrossetor de TIC – composto por TIC, TI in house (tecnologias nas empresas) e telecom – alcançou R$ 919,7 bilhões no ano passado, o equivalente a 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB). A alta foi de 15% na comparação com o ano anterior.
Separando os setores, o mercado de TIC, sozinho, registrou alta anual de 22,5% e chegou a R$ 498 bilhões. Telecom aparece na sequência, com expansão de 7% e R$ 335,2 bilhões em movimentação de mercado. Já TI in house avançou 8%, somando R$ 86,5 bilhões.
Mercado de trabalho
Ainda conforme o relatório, o macrossetor de TIC encerrou 2025 com 2,1 milhões de empregos formais. Houve saldo positivo de 31,3 mil postos de trabalho no ano passado.
Levando em conta empregos informais e microempreendedores individuais (MEIs), o setor soma 3,2 milhões de profissionais. O acréscimo da categoria sobe para 73 mil trabalhadores no consolidado de 2025.
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