Manuel Fernando Araújo / LUSA
O Presidente da República, António José Seguro
António José Seguro lembra que só Parlamento ou Governo podem mudar as leis. Em Viana do Castelo, ouviu recados sobre TGV.
O Presidente da República, António José Seguro, considerou neste sábado que “as reformas em Portugal são sagradas”, lembrando que eventuais alterações às leis relativa aos sistemas de pensões competem ao Parlamento ou ao Governo.
Recebido com muitas palmas durante o Cortejo Histórico e Etnográfico da Romaria d’Agonia, em plena Avenida dos Combatentes, no centro da cidade minhota de Viana do Castelo, onde se concentraram milhares de pessoas, o chefe de Estado foi cumprimentando várias pessoas com quem se cruzava, tendo sido interpelado por um popular, preocupado com a sua reforma.
Questionado pelos jornalistas sobre se está prevista alguma alteração à lei, respondeu: “Como sabe, isso compete ao Parlamento ou compete ao governo. Agora, as reformas em Portugal são sagradas”.
“O melhor que o povo tem”
O Presidente da República afirmou que a Romaria D’ Agonia mostra “o melhor que o povo português tem”, destacando “a autenticidade, a alegria e identidade” de uma festa que considerou “formidável” e, “espetacular”.
António José Seguro, que falava aos jornalistas no final do cortejo histórico etnográfico, que desfilou na cidade durante mais de duas horas e meia, acrescentou que a “festa representa a capacidade do povo português de conciliar o trabalho, a alegria e a satisfação”, constituindo um motivo de orgulho e “uma grande expressão da cultura e da identidade portuguesa”.
“É uma grande lição de unidade que é dada a todos”, afirmou o chefe de Estado, que foi recebido com exaltação pelos milhares de pessoas presentes nas ruas da cidade.
Seguro destacou ainda “a forte identidade de Viana do Castelo e do Minho patente no cortejo, deixando uma referência particular às mulheres do Minho”.
TGV
António José Seguro esteve com Xoan Mao, secretário-geral do Eixo Atlântico, que pediu ao presidente da República para falar com Pedro Sánchez, primeiro-ministro de Espanha; porque o TGV, “tema fulcral” para a competitividade regional, deveria avançar.
Xoan Mao tem noção de que Seguro não é responsável pelo projeto do comboio de alta velocidade, mas “sempre mostrou o seu apoio a Sánchez e Sánchez tem boa impressão dele”.
Isto numa fase em que, segundo o mesmo secretário-geral, os governos de Portugal e Espanha atravessam “um momento muito complicado”.
“A relação entre o presidente do governo português e o presidente do governo espanhol não é má, mas é cordial e não avança tanto como avançava anteriormente”, comentou, citado no Diário de Notícias.
E os ministros das Infraestruturas em Portugal e Espanha “não têm uma relação porque não falam”.
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