Vírus letal é descoberto na América do Sul e índice de mortalidade chega a 83%

Santa Catarina enfrenta uma grave crise ecológica com a diminuição de 83% na população de pererecas-macaco devido à ranavirose, entre 2024 e 2026. Este fenômeno, o primeiro da América do Sul, foi documentado durante surtos ocorridos em Guaramirim, na Reserva Particular do Patrimônio Natural Santuário Rã-Bugio. O clima seco e a baixa umidade contribuíram para a transmissão do vírus que debilita os anfíbios, tornando-os mais vulneráveis.

Durante esse período, três surtos de ranavirose foram documentados, resultando na morte de 324 girinos, principalmente da espécie Phyllomedusa distincta. A infecção ocorre com rapidez nos órgãos vitais, levando à morte por necrose e hemorragias. A aglomeração dos animais em áreas úmidas concentra a contaminação e acelera a disseminação do vírus.

Impacto ambiental em análise

As perdas ecológicas resultantes desses eventos são objeto de estudo contínuo. A possibilidade de extinção de espécies afeta diretamente a biodiversidade e a cadeia alimentar na região.

A reconstrução do ecossistema devastado é incerta e prevê-se que necessitará de muitos anos para uma recuperação completa. Os cientistas trabalham para compreender o funcionamento do ranavírus e elaborar medidas preventivas eficazes.

Monitoramento 

O monitoramento rigoroso em áreas afetadas está em curso, visando a identificação precoce de novos casos e a contenção do ranavírus em Santa Catarina.

Instituições acadêmicas colaboram na pesquisa para descobrir soluções biológicas que possam contrabalançar os efeitos da doença. Este esforço é vital não apenas para proteger a perereca-macaco, mas também para informar práticas de conservação de outros anfíbios.

Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.