Venezuela alega sabotagem ao sistema elétrico após acordos petrolíferos – Energia


A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o sistema elétrico do país está a ser sabotado em protesto contra os acordos assinados com os Estados Unidos, que vão controlar 20% das reservas de petróleo venezuelano.


A chefe de Estado lamentou a falha elétrica ocorrida, no sábado, em Zulia, estado produtor de petróleo na fronteira oeste, com a Colômbia, e a deteção, na quinta-feira, por parte de uma equipa da PDVSA, a empresa petrolífera estatal, do fecho de «válvulas de gás para derrubar os sistemas de gás”, as centrais termoelétricas e o sistema elétrico nacional.


«Manipularam as pressões de gás para derrubar o sistema termoelétrico. (…) Faço um apelo aos trabalhadores da Corpoelec (Corporação Elétrica Nacional) para que fiquem alertas, pois, numa semana de protestos contra o significado da assinatura desses acordos petrolíferos, a forma de protesto é causar danos ao povo venezuelano», disse, sem nomear responsáveis.


Delcy Rodrígues defende que o sistema elétrico venezuelano está a ser afetado pela «procura decorrente do crescimento do consumo de energia», pelas altas temperaturas e pela sabotagem de «máfias extremistas».


No entanto, especialistas e a oposição afirmam que o estado atual do sistema elétrico, com falhas em quase todo o país, é resultado da corrupção e da falta de manutenção.


Na semana prestes a terminar, o governo venezuelano assinou um acordo com as petrolíferas Chevron, dos Estados Unidos (EUA), e Eni, de Itália, na presença do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, e de Delcy Rodríguez.


A Venezuela também firmou um protocolo com a empresa norte-americana General Electric Vernova para fortalecer o sistema elétrico nacional e recuperar a infraestrutura da sua indústria petrolífera.


Para a chefe de Estado venezuelana, o desenvolvimento do país como «potência produtora» de petróleo, após os acordos com os EUA, vai ajudar a equilibrar a economia mundial.


«Estamos a definir não apenas o futuro da Venezuela, mas a contribuição que a Venezuela dará ao mundo, ao hemisfério, à segurança energética internacional e ao equilíbrio da economia mundial», disse, num evento com trabalhadores do setor petrolífero, transmitido pelo canal televisivo estatal VTV.


Há oito meses na liderança do país, após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro, Rodríguez agradeceu ao presidente norte-americano, Donald Trump, pela «disposição em retomar uma relação energética que remonta a 1859».


Além dos acordos com os EUA, a governante salientou os acordos com Espanha, Itália, Reino Unido, Qatar e Emirados Árabes Unidos, que vão marcar o «desenvolvimento energético» da Venezuela e o seu posicionamento internacional nesse campo.


O megaprojeto acordado com os EUA tem vigência de 25 anos e prevê o desenvolvimento de 17 campos petrolíferos com um total de 65 mil milhões de barris, com uma meta de produção superior a 1,5 milhão de barris por dia, o que garante a exploração de um quinto dos mais de 303 mil milhões de barris que a Venezuela possui em reservas, as maiores do mundo.


Na quinta-feira, a opositora ao Governo de Delcy Rodríguez, María Corina Machado, alertou que «os inimigos dos Estados Unidos na Venezuela estão em Miraflores», a sede do Executivo venezuelano, atualmente ocupada pelo que ela apontou como um «regime ilegítimo».


Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.