Na Guiné-Bissau, o Governo de transição lançou hoje uma campanha nacional de Educação Financeira dos cidadãos. O Governo acredita que educar os cidadãos financeiramente também é uma forma de os preparar para desenvolver o país.
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O Governo guineense quer que o conhecimento financeiro chegue a todas as regiões da Guiné-Bissau e não fique concentrado apenas na capital.
Esta foi a mensagem central do discurso, em crioulo, do primeiro-ministro e ministro das Finanças guineense, Ilídio Vieira Té, durante o lançamento oficial do Programa Nacional de Educação Financeira para o período entre 2026 e 2030.
O plano do Governo pretende ajudar as famílias a gerir melhor o dinheiro, evitar o endividamento excessivo e estimular a poupança.
Entre as prioridades está a introdução de conteúdos financeiros nas escolas, a protecção dos consumidores e a criação de um Observatório dos Serviços Financeiros.
O Ministro da Educação, Barros Bacar Banjai, que também usou da palavra no acto, disse que munir os cidadãos de educação financeira também é uma forma de melhor prepará-los para ajudarem o país a se desenvolver.
«A educação financeira não deve ser vista apenas como um conjunto de conhecimentos relacionados com o dinheiro, poupança ou crédito. Trata-se, acima de tudo, de uma competência essencial para a vida, que permite aos cidadãos tomar decisões informadas, gerir recursos de forma responsável, planear o futuro e participar activamente no desenvolvimento económico e social do país».
Para o executivo, a modernização do país passa também por dar aos cidadãos ferramentas para compreenderem e aproveitarem as novas oportunidades económicas, através das tecnologias de comunicação, nomeadamente os telemóveis e a internet no geral.
Ouça a Reportagem de Mussá Baldé, o nosso correspondente.
Reportagem de Mussá Baldé 10-09-2026
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