Veja quanto vai poupar com as novas tabelas de IRS

Há diferenças consoante o agregado familiar

O primeiro-ministro confirmou esta quinta-feira, numa declaração ao país, que o Conselho de Ministros aprovou a proposta de lei para baixar as taxas de IRS do 1.º ao 6.º escalão. As reduções variam entre 0,3 e 0,5 pontos percentuais e traduzem-se em novas taxas que o Governo vai agora levar à Assembleia da República.

A taxa do 1.º escalão desce 0,3 pontos percentuais, enquanto do 2.º ao 5.º escalão a redução é de 0,5 pontos. No 6.º escalão, a descida é novamente de 0,3 pontos percentuais. Nos escalões seguintes, as taxas mantêm-se inalteradas.

Ou seja, de acordo com a tabela divulgada pelo Governo, a taxa de retenção passa a ser de:

  • 1.º escalão: 12,20
  • 2.º escalão: 15,20
  • 3.º escalão: 20,70
  • 4.º escalão: 23,60
  • 5.º escalão: 30,60
  • 6.º escalão: 34,60

 

Taxas gerais de IRS aplicadas em Portugal continental. (Fonte Governo)

Mas quanto é que esta descida das taxas representa, na prática, no rendimento dos trabalhadores? As novas tabelas divulgadas pelo Governo permitem perceber quanto poderá ficar a mais no bolso em 2026, consoante o salário e a composição do agregado familiar.

Por exemplo, um trabalhador solteiro, sem dependentes, com um salário bruto mensal de 1.000 euros, terá uma poupança de 12,10 euros anuais na retenção de IRS. Considerando os 14 meses de rendimento, a poupança corresponde a 0,86 euros mensais.

Para um trabalhador nas mesmas condições, mas com um rendimento bruto mensal de 1.500 euros, a poupança será de 65,32€/ano, ou seja, 4,66€/mês. Já para um rendimento de 2.500 euros, a poupança será de 133,28 euros no final do ano, o equivalente a 9,52 euros por mês.

Casal com filhos

Nos agregados com dois titulares e dois dependentes, os valores variam consoante os rendimentos do casal.

Um casal com dois filhos em que um aufere 1.500 euros brutos por mês e o outro 1.300 euros (2.800 no total), a poupança anual será de 116,64 euros. No final do mês, são mais 8,33 euros no bolso, no total do agregado.

Já no caso de um dos titulares receber 3.700 euros brutos mensais e o outro 2.000 euros (5.700), a poupança sobe para 292,62 euros por ano, ou 20,90 euros por mês e por casal.

Há, no entanto, agregados para os quais a alteração não representa qualquer ganho adicional. É o caso de um casal com dois dependentes em que cada titular aufere 1.000 euros brutos por mês. Neste cenário, a coleta de IRS já era zero com as taxas previstas no Orçamento do Estado para 2026, pelo que não existe qualquer poupança adicional resultante das novas tabelas.

E os pensionistas?

As simulações para um pensionista são as mesmas apresentadas para um trabalhador dependente sem filhos. 

Um pensionista com uma pensão bruta mensal de 1.500 euros, por exemplo, terá uma poupança anual de 65,32 euros, o equivalente a 4,67 euros por mês.

Já para uma pensão bruta de 2.000 euros, a poupança será de 100,44 euros anuais, o que representa 7,17 euros por mês.

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