O Eurostat reviu esta quinta-feira em ligeira baixa a taxa de inflação na Zona Euro. Em vez dos 3,4% inicialmente avançados, a inflação acelerou, em termos homólogos, para 3,3% em agosto. Esse é, ainda assim, o valor mais elevado desde o início da guerra no Irão. Em comparação com julho, a variação homóloga da inflação no euro aumentou três décimas, à boleia do agravamento das tensões no Médio Oriente.
A revisão em ligeira baixa acontece depois de o Banco Central Europeu ter avançado com uma nova subida dos juros na reunião da semana passada – a segunda deste ano –, com vista a conter a escalada na inflação da Zona Euro. O banco central liderado por Christine Lagarde decidiu aumentar as taxas de juro diretoras em 25 pontos-base, elevando a taxa de depósito para 2,5%, antecipando que se mantenham níveis mais elevados de subidas de preços por mais tempo.
Segundo os dados finais do Eurostat, o índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) relativo à energia voltou a registar a variação homóloga mais elevada entre as quatro grandes componentes do cabaz de compras das famílias europeias (energia; alimentos, álcool e tabaco; bens industriais não-energéticos; e serviços). Em agosto, acelerou de 10,3% para 14,3%, sendo este o segundo mês consecutivo a escalar, depois de um ligeiro alívio com o cessar-fogo de julho que não chegou a durar um mês.
A nova subida nos preços da energia deu-se depois de se ter intensificado o conflito militar entre os Estados Unidos e o Irão. Os norte-americanos têm atacado diretamente o Irão, que em resposta tem bombardeado bases militares dos Estados Unidos no Médio Oriente. Consequentemente, o conflito tem bloqueado a passagem de navios petroleiros pelo estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% do petróleo e gás consumidos em todo o mundo.
(em atualização)
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