Resumo
Para desacelerar o envelhecimento e manter a saúde da pele, especialistas recomendam o uso diário de protetor solar, hidratação constante e dieta nutritiva rica em proteínas e fibras. Hábitos como praticar exercícios, cuidar do sono e manter o equilíbrio da microbiota intestinal combatem inflamações e estresse. Por fim, uma rotina simples e regular de limpeza e hidratação tópica, associada a eventuais suplementos, garante a renovação celular e a integridade da barreira cutânea.
Incorporar bons hábitos pode conservar as funções da pele, e ainda brecar os efeitos do envelhecimento: saiba como!
Você sabia que a pele é o maior órgão do corpo humano? E que ela desempenha funções essenciais, como proteger o organismo contra agentes externos, regular a temperatura corporal e evitar a perda excessiva de água? O problema é que, com o passar dos anos, a produção de colágeno e elastina diminui naturalmente, deixando-a mais fina, seca e menos elástica. Além do envelhecimento natural, o estilo de vida também interfere na a saúde e na aparência da pele. O que comemos, como dormimos, o quanto nos movimentamos e a forma como lidamos com o estresse exercem um efeito cumulativo sobre ela.
“A partir dos 30 anos, essas mudanças começam a se tornar mais evidentes. Embora o envelhecimento seja inevitável, alguns hábitos podem ajudar a preservar a pele por mais tempo”, explica a especialista Laura Chacón-Garbato. Ela é mestre em nutrição médica, esteticista licenciada e membro do conselho consultivo da Herbalife, empresa de vitaminas, suplementos alimentares e produtos de nutrição. A profissional relacionou nove hábitos que, uma vez incorporados à rotina, podem proteger a pele e ainda criar o efeito de “skin de milhões”. Acompanhe:
1 – Use protetor solar diariamente
A exposição excessiva à radiação ultravioleta é considerada o principal fator externo relacionado ao envelhecimento precoce da pele. Além de favorecer o surgimento de manchas e rugas, acelera a degradação do colágeno e eleva o risco de câncer de pele.
“Por isso, o uso diário de protetor solar com FPS, mesmo em dias nublados, continua sendo uma das recomendações mais importantes da dermatologia”, diz ela.
2 – Inclua proteína no seu prato
A pele é composta principalmente por proteínas, como colágeno, elastina e queratina. Para produzir e renovar essas estruturas, o organismo precisa de uma quantidade adequada de proteínas e aminoácidos provenientes da alimentação. Além disso, a ingestão adequada de proteínas é importante para a cicatrização e para manter a integridade da barreira cutânea.
“Incluir fontes de proteína de alta qualidade em cada refeição ajuda a fornecer um aporte constante de aminoácidos necessários para a renovação dos tecidos, incluindo a pele”, destaca a especialista.
3 – Escolha uma dieta nutritiva
Nenhum alimento, isoladamente, faz milagres pela pele. O que realmente faz diferença é uma alimentação variada, rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, oleaginosas (linhaça, castanhas, nozes, avelãs) e fontes de proteínas de qualidade.
Vitaminas como A e C, além de minerais como zinco e cobre, participam da renovação celular, da síntese de colágeno e da proteção contra o estresse oxidativo (poluição, estresse, radiação solar), um dos processos envolvidos no envelhecimento da pele.
4 – Beba bastante água
A hidratação também começa de dentro para fora. Embora a água, por si só, não elimine rugas nem substitua o uso de hidratantes, manter uma ingestão adequada de líquidos colabora para o funcionamento normal da pele. “Frutas, verduras, sopas e outros alimentos ricos em água também contribuem para o consumo diário de líquidos”, cita Laura Chacón-Garbato.
5 – Preste atenção à saúde intestinal
Hoje, sabe-se que a microbiota intestinal e a saúde da pele se comunicam. E, embora esse ainda seja um campo em evolução, estudos recentes sugerem que uma microbiota equilibrada contribui para modular os processos inflamatórios e a resposta imunológica, fatores que podem influenciar doenças como acne, dermatite atópica e rosácea.
Desse modo, uma alimentação rica em fibras, frutas, legumes, verduras e cereais integrais favorece a diversidade da microbiota intestinal e beneficia a saúde de forma geral – o que inclui a pele.
6 – Não negligencie o sono
Durante o descanso, o organismo intensifica diversos processos de reparação e renovação celular. Portanto, dormir pouco ou ter um sono de má qualidade pode comprometer a função da barreira cutânea e aumentar os processos inflamatórios, o que acaba gerando uma pele com aparência cansada.
Portanto, a qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade. Dormir entre sete e nove horas por noite favorece os processos naturais de reparação celular que ocorrem enquanto descansamos.
7 – Abra espaço na rotina para cuidados com a pele
Limpar a pele diariamente ajuda a remover impurezas e o excesso de oleosidade. Já o uso de hidratantes contribui para manter a barreira cutânea e reduzir a perda de água, ajudando a preservar uma pele mais saudável, especialmente em pessoas com tendência ao ressecamento.
“A constância supera a complexidade. Uma rotina simples, realizada todos os dias, costuma oferecer resultados melhores do que utilizar muitos produtos de forma esporádica”, alerta a especialista.
8 – Se necessário, use suplementos
Os suplementos podem ser aliados em situações específicas, como quando existe uma deficiência nutricional ou por recomendação de um profissional de saúde. Entre eles, os peptídeos bioativos de colágeno podem melhorar a hidratação e a elasticidade da pele. Ainda assim, eles não substituem hábitos como uma alimentação equilibrada, proteção solar diária e uma rotina adequada de cuidados.
9 – Mexa-se!
Além dos benefícios para a saúde cardiovascular e metabólica, a prática regular de atividades físicas favorece a circulação sanguínea na pele e ajuda a controlar os processos inflamatórios sistêmicos.
Os exercícios também podem ajudar a preservar a estrutura e a função da pele à medida que ela envelhece. Além disso, têm papel no controle do estresse, que, quando crônico, pode impactar a saúde da pele. Isso porque, o excesso de cortisol tem sido associado a processos inflamatórios que afetam a aparência da pele e levam à perda acelerada de colágeno.
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