Sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na Venezuela fazem pelo menos 164 mortos. Portugal envia equipa de 53 pessoas

Num novo balanço feito esta quinta-feira, 25 de junho, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, que atingiram na quarta-feira (24) a região central do país, causaram pelo menos 164 mortos e 971 feridos.

Antes tinha referido que os dados provisórios apontavam para pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, no entanto, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes.

A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma “zona de desastre”.

“Podemos dizer que o estado de La Guaira enfrenta uma verdadeira tragédia e tornou-se uma zona de catástrofe”, enfatizou.

Rodríguez admitiu, num primeiro balanço, que eram esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os dois sismos de magnitude superior a 7 na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo.

Os dois abalos foram registados na Venezuela pelas 18h00 de quarta-feira (23h00 em Lisboa).

O USGS, que monitoriza a atividade sísmica em todo o mundo, calculou uma probabilidade de 42% de que o número de mortos se situe entre as 10 mil e as 100 mil vítimas mortais; a possibilidade de 33% de entre mil e 10 mil mortes e uma hipótese que indica 17% de mais de 100 mil mortes.

Para realizar as estimativas, o USGS tem em conta variáveis como a densidade populacional local e as características dos edifícios.

“Em geral, a população desta região vive em edifícios vulneráveis a sismos, embora também existam estruturas resistentes a sismos. Os tipos mais comuns de edifícios vulneráveis são estruturas de tijolo, alvenaria não reforçada e de blocos de adobe”, destacou a agência.

O USGS estimou ainda as perdas económicas resultantes dos sismos, calculando — com base nos dados atuais — que podem variar entre 1% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o primeiro sismo, de magnitude 7,2, atingiu a costa da Venezuela a oeste de Morón, a cerca de 168 quilómetros de Caracas, com uma profundidade de 22 quilómetros, noticia a Associated Press (AP).

Menos de um minuto depois, USGS registou um sismo de magnitude 7,5. Este segundo abalo teve uma profundidade de 10 quilómetros e epicentro a 16 quilómetros a sudoeste de Morón.

Foram depois registadas cerca de 20 réplicas, ainda segundo o USGS, que descreveu a situação como “uma catástrofe que se espera ser de magnitude considerável”.

O sismo de magnitude 7,5 que atingiu a Venezuela foi o mais forte registado no país em mais de um século, indicam os dados avançados esta quinta-feira pelo USGS. Um terramoto de magnitude estimada em 7,7 na costa do país, a nordeste de Caracas, foi registado a 29 de outubro de 1900, tendo causado “danos consideráveis”, lembrou o Serviço Geológico dos EUA.

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