Copa do Mundo: Grupo C reúne Brasil, Marrocos e retornos históricos


Brasil abre a caminhada rumo ao hexacampeonato diante do Marrocos, principal rival da chave; Escócia e Haiti completam um grupo que mistura tradição, ascensão e retornos históricos ao Mundial

Com enorme alegria, e muito trabalho, chegamos ao Grupo C da Copa do Mundo de 2026, a chave que reúne a Seleção Brasileira, Marrocos, Haiti e Escócia. O grupo promete fortes emoções logo na rodada de abertura, marcada para o sábado, dia 13, quando o Brasil encara o Marrocos em um dos confrontos mais aguardados da primeira fase. Na sequência, Escócia e Haiti fazem um duelo que pode ser decisivo na luta por uma vaga nas oitavas de final.

Ao longo deste guia, a Gazeta do Paraná apresenta um panorama completo das quatro seleções. Como cada uma chegou ao Mundial, o que esperar dentro de campo, quem são os principais destaques dos elencos e quais os jogadores convocados para a competição.

Panorama geral

O Grupo C reúne quatro seleções com histórias e objetivos bem diferentes nesta Copa do Mundo. De um lado está o Brasil, dono de cinco títulos mundiais e favorito natural da chave. Do outro, aparecem um Marrocos que quer confirmar sua ascensão no cenário internacional, uma Escócia que retorna ao Mundial após quase três décadas e um Haiti que volta à competição depois de 52 anos.

Mesmo entrando como principal força do grupo, o Brasil não chega com a mesma confiança de outros ciclos. A campanha irregular nas Eliminatórias, as trocas de treinadores e o pouco tempo de trabalho de Carlo Ancelotti fazem com que a Seleção desperte mais dúvidas do que o habitual. Ainda assim, a qualidade individual do elenco coloca os brasileiros um passo à frente dos adversários.

O principal concorrente pela liderança parece ser o Marrocos. A seleção africana mostrou no Catar que pode competir contra qualquer potência e mantém uma base forte, mesmo passando por uma renovação no elenco e no comando técnico. Os Leões do Atlas chegam com condições reais de disputar o primeiro lugar da chave.

A Escócia aparece logo atrás. Organizada, intensa e com uma base experiente liderada por Scott McTominay e Andy Robertson, a equipe retorna à Copa depois de 28 anos e sonha em superar a fase de grupos pela primeira vez. Não possui o brilho dos favoritos, mas tem força suficiente para complicar a vida de qualquer adversário.

Já o Haiti vive uma situação diferente. O simples retorno ao Mundial já representa uma conquista histórica para o país. Sem a pressão por resultados, os haitianos chegam para competir, ganhar experiência e tentar surpreender.

No papel, Brasil e Marrocos largam na frente pela classificação. Mas Escócia e Haiti têm motivos para acreditar que podem tornar o Grupo C um dos mais equilibrados e interessantes da primeira fase.

Brasil: Com Ancelotti no comando e o sonho do hexa

Foto: Rafael Ribeiro / cbf

O caminho até a Copa

A seleção brasileira garantiu sua classificação para a Copa do Mundo de 2026 sem grandes sustos, mas viveu uma das campanhas mais turbulentas de sua história recente nas Eliminatórias Sul-Americanas. Pela primeira vez desde a adoção do formato de pontos corridos da Conmebol, o Brasil passou parte significativa da competição fora da zona de classificação direta e acumulou resultados incomuns para seus padrões.

O ciclo começou sob comando de Fernando Diniz, que dividia suas funções entre a seleção e o Fluminense. Após um início promissor, o Brasil mergulhou em uma sequência negativa inédita, incluindo derrotas para Uruguai, Colômbia e Argentina. Pela primeira vez na história das eliminatórias, a Seleção perdeu três partidas consecutivas.

A situação ficou ainda mais delicada com a grave lesão de Neymar, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em outubro de 2023, durante partida contra o Uruguai, e ficou afastado durante grande parte do ciclo.

Em janeiro de 2024, a CBF encerrou o período de interinidade e contratou Dorival Júnior. O treinador conseguiu estabilizar a equipe, mas os resultados continuaram abaixo da expectativa em vários momentos. Empates contra Venezuela e Uruguai, além de atuações irregulares, mantiveram o Brasil distante da liderança.

A grande mudança aconteceu em 2025, quando a CBF acertou a contratação do italiano Carlo Ancelotti após o encerramento de seu ciclo no Real Madrid. A chegada do multicampeão europeu trouxe um novo ambiente para a seleção e ajudou a consolidar a classificação brasileira.

Com o aumento do número de vagas sul-americanas para a Copa de 2026, o Brasil confirmou sua presença com antecedência e encerrou as eliminatórias entre os primeiros colocados, embora distante do domínio demonstrado em campanhas anteriores.

A classificação garantiu ao país sua 23ª participação consecutiva em Copas do Mundo. O Brasil segue sendo a única seleção presente em todas as edições do torneio desde 1930.

O que esperar?

O Brasil chega para a Copa do Mundo de 2026 cercado por mais dúvidas do que certezas. O tempo perdido entre a saída de Tite, a passagem interina de Fernando Diniz e o trabalho irregular de Dorival Júnior acabou comprometendo a construção de uma equipe sólida para o Mundial.

A chegada de Carlo Ancelotti naturalmente aumenta a confiança do torcedor, mas a realidade é que o treinador teve pouco tempo para implementar suas ideias e corrigir problemas que acompanham a seleção há anos. Montar um time competitivo em poucos meses é muito diferente de desenvolver um projeto ao longo de um ciclo inteiro.

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Outro fator importante é o momento da geração brasileira. Alguns dos principais nomes que lideraram a equipe nos últimos anos se aproximam da reta final de suas trajetórias na seleção, enquanto a renovação ainda não produziu uma base consolidada. O Brasil continua acumulando talentos individuais, mas ainda busca encontrar uma estrutura coletiva capaz de potencializar esse grupo.

Por isso, a expectativa precisa ser tratada com cautela. O elenco possui qualidade suficiente para avançar da fase de grupos e competir contra praticamente qualquer adversário, mas hoje parece distante das seleções que chegam ao Mundial com trabalhos mais consolidados e identidade mais definida.

Em uma análise fria, o Brasil entra na Copa mais apoiado no talento individual do que na força coletiva. Se Ancelotti conseguir rapidamente organizar a equipe, o potencial de crescimento é enorme. Caso contrário, qualquer campanha além das oitavas ou quartas de final poderá ser considerada acima do que o ciclo indicava poucos meses antes do torneio.

O craque
Vinícius Júnior

Se fosse analisar apenas o desempenho pela seleção brasileira, talvez Vinícius Júnior ainda não fosse unanimidade como principal craque do Brasil. O atacante nunca conseguiu repetir com a camisa da Seleção o mesmo impacto que apresenta no futebol europeu vestindo a camisa do Real Madrid e chega para a Copa de 2026 cercado justamente por essa cobrança.

No clube espanhol, Vini se consolidou como um dos melhores jogadores do mundo e protagonista de uma das equipes mais vitoriosas do planeta. Pela Seleção, porém, os números ainda estão abaixo da expectativa criada em torno de seu talento. O atacante soma nove gols em 48 partidas pela equipe principal, desempenho considerado discreto para alguém apontado como principal nome da geração brasileira.

A cobrança existe justamente porque o potencial é enorme. Vinícius já mostrou em momentos pontuais que pode decidir jogos importantes, como aconteceu nas Eliminatórias para a Copa de 2026, quando marcou o gol da vitória sobre o Paraguai que ajudou a encaminhar a classificação brasileira.

A expectativa para o Mundial é ver o Vinícius Júnior do Real Madrid aparecer de forma definitiva com a camisa da Seleção. Aos 25 anos, vivendo o auge físico e técnico da carreira, ele chega à Copa como principal esperança ofensiva do Brasil.

Mais do que marcar gols, Vini terá a responsabilidade de assumir o protagonismo que durante anos pertenceu a Neymar. O talento nunca esteve em discussão. O desafio agora é transformar esse talento em liderança e atuações decisivas no maior palco do futebol mundial.

Convocados

O Brasil chega ao Mundial com baixas importantes. Estevão, Rodrygo e Militão, três dos principais jogadores da nova geração, ficaram fora da Copa por lesão.

Apesar dos desfalques, Carlo Ancelotti convocou uma seleção que mistura experiência e juventude. O principal destaque é o retorno de Neymar, que disputará sua quarta Copa do Mundo e volta a integrar o grupo após o longo período afastado por lesão.

Goleiros

Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio).

Defensores

Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma).

Meio-campistas

Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo).

Atacantes

Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinícius Júnior (Real Madrid).


Marrocos: Renovação sem perder a força

seleção marrocos Foto: Divulgação / Federação Marroquina

O caminho até a Copa

O Marrocos confirmou sua classificação para a Copa do Mundo de 2026 mantendo o alto nível que transformou a seleção em uma das grandes forças emergentes do futebol mundial. Depois da histórica campanha até as semifinais em 2022, os Leões do Atlas chegaram às Eliminatórias Africanas carregando enorme expectativa e responderam com uma campanha dominante.

Os marroquinos lideraram seu grupo com ampla superioridade, terminando as eliminatórias de forma invicta. A equipe venceu os oito jogos que disputou, marcou 22 gols e sofreu apenas dois, confirmando uma das melhores campanhas de todo o continente africano.

Além das eliminatórias, o Marrocos continuou acumulando resultados importantes no cenário internacional. A seleção chegou à final da Copa Africana de Nações e alcançou uma posição histórica no ranking da Fifa, consolidando-se entre as equipes mais respeitadas fora do eixo tradicional do futebol mundial.

O ciclo, porém, também marcou o início de uma transição importante. Após o encerramento da passagem de Walid Regragui, responsável pela histórica campanha de 2022, Mohamed Ouahbi assumiu o comando da seleção poucos meses antes da Copa do Mundo. A mudança acelerou a renovação do elenco e encerrou o ciclo de alguns dos protagonistas que levaram o país às semifinais no Catar.

Os primeiros sinais da nova fase foram positivos. Sob comando de Ouahbi, o Marrocos empatou com o Equador por 1 a 1, venceu o Paraguai por 2 a 1 e goleou Burundi por 5 a 0 nos amistosos preparatórios para o Mundial.

Mesmo com as mudanças, os Leões do Atlas chegam à Copa como uma das principais forças africanas da atualidade e candidatos a protagonizar mais uma campanha relevante no torneio.

O que esperar?

O Marrocos talvez seja a seleção africana com maior capacidade de incomodar as grandes potências nesta Copa do Mundo. A base construída nos últimos anos segue forte, mas agora passa por um processo de renovação que pode tornar a equipe ainda mais dinâmica.

A principal mudança aconteceu no comando técnico. Mohamed Ouahbi assumiu a seleção com a missão de iniciar uma nova fase sem abrir mão da competitividade que levou o país às semifinais em 2022.

O elenco também mudou. Jogadores importantes daquela campanha, como Hakim Ziyech e Youssef En-Nesyri, ficaram fora da convocação, abrindo espaço para atletas mais jovens e para uma equipe com maior intensidade física e capacidade de pressão.

Mesmo assim, o Marrocos continua contando com jogadores de elite mundial. Achraf Hakimi, Brahim Díaz, Sofyan Amrabat e Yassine Bounou formam uma espinha dorsal capaz de competir em alto nível contra qualquer adversário.

A expectativa é de uma seleção talvez menos experiente do que a de 2022, mas mais agressiva e ofensiva. Se a campanha do Catar serviu para mostrar que o Marrocos podia surpreender, a Copa de 2026 será a oportunidade de provar que aquela geração não foi um acaso.

Em um eventual confronto contra o Brasil, por exemplo, os africanos não entrariam como meros azarões. Pela intensidade, qualidade técnica e organização coletiva, os marroquinos possuem condições de competir de igual para igual com qualquer favorito do torneio.

O craque
Achraf Hakimi

Capitão da seleção e principal referência técnica da equipe, Achraf Hakimi chega à Copa do Mundo de 2026 no auge da carreira. Aos 27 anos, é considerado um dos melhores laterais-direitos do futebol mundial e peça fundamental tanto no Paris Saint-Germain quanto na seleção marroquina.

Sua importância para o Marrocos vai muito além da posição. Pela velocidade, capacidade ofensiva e liderança, Hakimi se tornou o jogador que dita o ritmo da equipe pelos lados do campo. Em muitos momentos, atua praticamente como um ponta, sendo uma das principais armas ofensivas da seleção africana.

Foi dele um dos momentos mais marcantes da história do futebol marroquino. Na Copa do Mundo de 2022, converteu o pênalti decisivo que eliminou a Espanha nas oitavas de final, campanha que terminou com o histórico quarto lugar e transformou o Marrocos na primeira seleção africana semifinalista de um Mundial.

Os números ajudam a explicar esse protagonismo. Hakimi soma 95 partidas e 11 gols pela seleção marroquina, marcas expressivas para um jogador de sua posição.

No futebol de clubes, o lateral chega embalado por mais uma temporada de alto nível. Pelo Paris Saint-Germain, conquistou o Campeonato Francês e a Liga dos Campeões, reforçando sua condição de principal estrela do futebol marroquino.

Se os Leões do Atlas pretendem repetir uma campanha profunda no Mundial, boa parte dessa missão passará pelos pés de seu capitão.

Convocados

A seleção do Marrocos divulgou a lista dos 26 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026. A relação marca o início de uma nova fase dos Leões do Atlas sob comando de Mohamed Ouahbi, que promoveu mudanças importantes em relação ao elenco semifinalista de 2022.

Goleiros

Bounou (Al Hilal), El Kajoui (Berkane) e Tagnaouti (Asfar).

Defensores

Mazraoui (Manchester United), Salah-Eddine (PSV), Belammari (Al Ahly), Hakimi (PSG), El Ouahdi (Genk), Aguerd (Olympique de Marselha), Riad (Crystal Palace), Halhal (KV Mechelen) e Diop (Fulham).

Meio-campistas

El Mourabet (Strasbourg), Bouaddi (Lille), El Aynaoui (Roma), Amrabat (Betis), Ounahi (Girona), El Khannouss (Stuttgart) e Saibari (PSV).

Atacantes

Ez Abde (Betis), Talbi (Sunderland), Rahimi (Al Ain), El Kaabi (Olympiacos), Brahim Díaz (Real Madrid), Gessime (Strasbourg) e Echghouyabe (Eintracht Frankfurt).


Haiti: O retorno após 52 anos

seleção haitiFoto: Divulgação / Concacaf

O caminho até a Copa

O Haiti protagonizou uma das histórias mais marcantes das Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo de 2026. A seleção caribenha garantiu vaga no Mundial pela primeira vez em mais de cinco décadas, encerrando um jejum que durava desde a Copa do Mundo de 1974.

A campanha começou ainda na segunda fase das eliminatórias da Concacaf. Mesmo enfrentando dificuldades estruturais e sem poder atuar em território haitiano devido à crise política e de segurança vivida pelo país, a equipe conseguiu avançar para a fase decisiva da competição. Todos os jogos como mandante precisaram ser disputados no estádio Ergilio Hato, em Curaçao. A ilha fica a pouco mais de 1.100 km do país caribenho

Na fase final das eliminatórias, o Haiti caiu em um grupo equilibrado ao lado de Honduras, Costa Rica e Nicarágua. A disputa pela classificação permaneceu aberta até as últimas rodadas.

O momento decisivo aconteceu na reta final da campanha. Após vencer a Costa Rica por 1 a 0, os haitianos chegaram à última rodada dependendo apenas de si. Diante da Nicarágua, conquistaram uma vitória por 2 a 0 e confirmaram a liderança do grupo, garantindo vaga direta para a Copa do Mundo.

A classificação assegurou ao Haiti apenas sua segunda participação em Mundiais. 

O que esperar?

O Haiti chega à Copa do Mundo de 2026 com uma realidade muito diferente da maioria das seleções presentes no torneio. Só a classificação para o Mundial já representa uma conquista histórica para o país.

Por isso, a principal expectativa é que os haitianos consigam aproveitar ao máximo essa oportunidade e transformem a participação em uma experiência capaz de impulsionar o futebol nacional nos próximos anos.

Dentro de campo, a seleção não aparece como favorita para avançar de fase, mas também não chega sem argumentos. O grupo ganhou qualidade durante o ciclo e recebeu um reforço importante às vésperas da Copa com a chegada do atacante Wilson Isidor.

Atualmente no Sunderland, da Inglaterra, Isidor foi revelado no futebol francês e se naturalizou haitiano. 

Mais do que resultados, o Haiti entra na Copa buscando competir. Qualquer ponto conquistado ou vitória terá enorme significado enorme para uma geração que recolocou o país no maior palco do futebol mundial após 52 anos de ausência.

O craque
Jean-Ricner Bellegarde

O Haiti possui nomes históricos como Duckens Nazon, maior artilheiro da seleção, com 44 gols, mas o jogador que chega à Copa do Mundo de 2026 com maior status internacional é Jean-Ricner Bellegarde.

Meio-campista do Wolverhampton Wanderers, Bellegarde atuou na Premier League, considerada por muitos a principal liga do futebol mundial, e representa o salto técnico que a seleção haitiana conseguiu dar nos últimos anos.

Nascido na França e ex-integrante das seleções de base francesas, o jogador optou por defender o Haiti apenas em 2025, tornando-se rapidamente uma das principais referências técnicas da equipe.

Sua importância vai além dos números. Bellegarde é o responsável por organizar o meio-campo haitiano, dar ritmo ao time, acelerar as transições e conectar defesa e ataque. 

Mais do que o jogador mais conhecido do elenco, Bellegarde simboliza a nova geração do futebol haitiano e a evolução técnica apresentada pela equipe ao longo do ciclo.

Convocados

A seleção do Haiti divulgou a lista dos 26 jogadores convocados pelo técnico Sébastien Migné para a Copa do Mundo de 2026.

Goleiros

Johnny Placide (SC Bastia), Alexandre Pierre (Sochaux) e Josué Duverger.

Defensores

Carlens Arcus (Angers SCO), Wilguens Pauguain (SV Zulte Waregem), Duke Lacroix (Colorado Springs), Martin Expérience (Nancy-Lorraine), J.K. Duverne (KAA Gent), Ricardo Adé (LDU), Hannes Delcroix (Lugano) e Keeto Thermoncy (Young Boys II).

Meio-campistas

Leverton Pierre (Vizela), Carl-Fred Sainthe (El Paso Locomotive), Danley Jean-Jacques (Philadelphia Union), Jean-Ricner Bellegarde (Wolverhampton), Woodensky Pierre (Violette AC) e Dominique Simon (Tatran Presov).

Atacantes

Louicius Deedson (FC Dallas), Ruben Providence (Almere City), Josué Casimir (Auxerre), Derrick Etienne (Toronto FC), Wilson Isidor (Sunderland), Duckens Nazon (Esteghlal), Frantzdy Pierrot (Çaykur Rizespor), Yassin Fortune (Vizela) e Lenny Joseph (Ferencváros).


Escócia: O fim de uma espera de 28 anos

seleção escóciaFoto: Divulgação / UEFA

O caminho até a Copa

A Escócia protagonizou uma das campanhas mais marcantes das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026. A seleção garantiu vaga direta para o Mundial ao terminar na liderança do Grupo C, conquistando sua primeira classificação para uma Copa do Mundo após 28 anos.

O time comandado por Steve Clarke iniciou a campanha com um empate sem gols diante da Dinamarca, fora de casa. Na sequência, venceu Belarus por 2 a 0, também fora de casa.

O momento decisivo veio nos confrontos contra Grécia e Dinamarca. Jogando em casa, os escoceses derrotaram os gregos por 3 a 1 e depois venceram Belarus por 2 a 1, chegando às rodadas finais dependendo apenas de si para conquistar a classificação direta.

Mesmo após uma derrota por 3 a 2 para a Grécia, fora de casa, a Escócia entrou na última rodada com chances reais de classificação. Em Hampden Park, diante de uma atmosfera histórica, venceu a Dinamarca por 4 a 2. O resultado garantiu o primeiro lugar do grupo e a vaga direta para a Copa do Mundo.

A campanha terminou com a Escócia invicta em casa e consolidou o trabalho de Steve Clarke, responsável por recolocar o país em grandes torneios internacionais. Antes da vaga no Mundial, o treinador já havia conduzido os escoceses às Eurocopas de 2020 e 2024.

O retorno à Copa do Mundo encerrou um jejum que durava desde 1998 e foi tratado como um dos momentos mais importantes do futebol escocês nas últimas décadas.

Na Copa de 2026, a Escócia disputará seu nono Mundial. A seleção estreou na edição de 1954, na Suíça, e ainda busca superar a fase de grupos pela primeira vez em sua história.

O que esperar?

A Escócia chega à Copa do Mundo de 2026 com uma das seleções mais equilibradas de sua geração recente. Depois de encerrar um jejum de 28 anos sem disputar o Mundial, os escoceses não querem apenas participar da competição. A expectativa é competir de verdade e dificultar a vida dos favoritos do grupo.

O principal trunfo da equipe está na força de seu time titular. Jogadores como Scott McTominay, Andy Robertson, John McGinn, Kieran Tierney e Angus Gunn formam uma base experiente, acostumada a atuar em alto nível nas principais ligas europeias.

A seleção talvez não tenha o mesmo talento individual das grandes potências, mas costuma ser uma equipe extremamente desconfortável de enfrentar. Organizada, intensa e competitiva, a Escócia tem condições de vender caro qualquer resultado contra os favoritos da chave e entrar na disputa por uma vaga no mata-mata.

O problema é que a equipe chega ao Mundial com uma baixa importante. O meio-campista Billy Gilmour, um dos jogadores mais técnicos do elenco e peça fundamental na saída de bola da equipe, sofreu uma lesão durante o amistoso contra Curaçao, disputado no sábado (30), e acabou cortado da Copa do Mundo.

A ausência de Gilmour reduz a capacidade de construção do meio-campo escocês e obriga Steve Clarke a buscar alternativas para preencher uma das posições mais importantes da equipe. Ainda assim, a Escócia confia na força coletiva construída ao longo dos últimos anos para tentar fazer sua melhor campanha em Mundiais.

O craque
Scott McTominay

Scott McTominay se transformou no grande símbolo da seleção comandada por Steve Clarke. Mais do que organizar o meio-campo, passou a ser protagonista ofensivo e autor dos gols mais importantes do ciclo escocês.

O volante já havia mostrado seu peso nas Eliminatórias da Eurocopa de 2024, quando terminou como artilheiro da Escócia com sete gols, incluindo atuações históricas contra a Espanha. Em uma das maiores vitórias recentes do país, marcou os dois gols do triunfo por 2 a 0 sobre os espanhóis em Hampden Park.

Na campanha para a Copa do Mundo de 2026, voltou a aparecer nos momentos decisivos. O lance que virou símbolo da classificação aconteceu justamente no jogo mais importante do ciclo. Precisando vencer a Dinamarca para garantir vaga direta no Mundial, McTominay abriu o placar com uma bicicleta espetacular na vitória por 4 a 2, resultado que encerrou um jejum de 28 anos sem Copas do Mundo.

Aos 29 anos, o jogador vive talvez o melhor momento da carreira. Após deixar o Manchester United, encontrou protagonismo no futebol italiano e se tornou uma das peças centrais do Napoli. O desempenho no clube e na seleção o consolidou como principal referência técnica dos escoceses.

Pela seleção nacional, McTominay acumula 69 partidas e 14 gols, números expressivos para um meio-campista.

Convocados

A seleção da Escócia divulgou a lista dos 26 jogadores convocados pelo técnico Steve Clarke para a Copa do Mundo de 2026.

Goleiros

Craig Gordon (Heart of Midlothian), Angus Gunn (Nottingham Forest) e Liam Kelly (Rangers).

Defensores

Grant Hanley (Hibernian), Jack Hendry (Al-Ettifaq), Aaron Hickey (Brentford), Dom Hyam (Wrexham), Scott McKenna (Dinamo Zagreb), Nathan Patterson (Everton), Anthony Ralston (Celtic), Andy Robertson (Liverpool), John Souttar (Rangers) e Kieran Tierney (Celtic).

Meio-campistas

Ryan Christie (Bournemouth), Findlay Curtis (Kilmarnock), Lewis Ferguson (Bologna), Ben Doak (Bournemouth), Tyler Fletcher (Manchester United), John McGinn (Aston Villa), Kenny McLean (Norwich City) e Scott McTominay (Napoli).

Atacantes

Che Adams (Torino), Lyndon Dykes (Charlton), George Hirst (Ipswich Town), Lawrence Shankland (Heart of Midlothian) e Ross Stewart (Southampton).

Observação: Tyler Fletcher foi convocado para a vaga de Billy Gilmour (Napoli), cortado por lesão.


Palpite da Redação

Brasil e Marrocos aparecem como favoritos para avançar às oitavas de final. A qualidade individual brasileira e a força coletiva dos marroquinos colocam as duas seleções um passo à frente da concorrência. A Escócia promete brigar até o fim pela classificação, enquanto o Haiti chega para desfrutar um retorno histórico ao Mundial após 52 anos.

Agenda de Jogos — Grupo C (Horários de Brasília)

1ª Rodada — Sábado, 13 de junho

2ª Rodada

3ª Rodada

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