Rock in Rio Brasil, dia 1: ninguém fica indiferente à energia dos Foo Fighters

O Rock in Rio Brasil 2026 arrancou esta sexta-feira, 4 de setembro, no Rio de Janeiro, com milhares de pessoas a encherem a Cidade do Rock para um primeiro dedicado ao rock.

No Palco Mundo, depois de Nova Twins, The Hives e Rise Against, os Foo Fighters ficaram com a missão de encerrar a noite, num concerto marcado pela energia de Dave Grohl e pela resposta de uma multidão que cantou vários dos grandes êxitos da banda.

Depois de um dia agitado, a banda chegou para conquistar a multidão. Quando a banda entrou em palco, a resposta do público foi imediata.

As primeiras guitarras deram lugar a uma sucessão de refrães conhecidos, que foram cantados por todos em uníssono. Grohl correu pelo palco, puxou pela multidão e recebeu sempre mais de volta.

A banda avançou pelo concerto com a intensidade que há décadas marca os seus espetáculos. Sem grandes artifícios, foram as guitarras, a bateria, a voz de Grohl e uma sucessão de canções conhecidas que fizeram o trabalho.

Em “My Hero”, as vozes do público assumiram um papel central, transformando o refrão num momento coletivo. “Learn to Fly”, “Best of You” e “Monkey Wrench” fizeram a multidão cantar, saltar e levantar os braços ao ritmo dos acordes.

Dave Grohl sabe trabalhar a ligação com os fãs como ninguém. Fala com o público, brinca, provoca, agradece e, sobretudo, deixa espaço para que a multidão participe. 

FOO FIGHTERS – ROCK IN RIO BRASIL
DIEGOPADILHA

A energia não diminuiu com o passar dos minutos. Quanto mais avançava a noite, mais a multidão parecia querer prolongar aquele momento. É essa capacidade de transformar um concerto num encontro que continua a fazer dos Foo Fighters uma das grandes bandas de palco da sua geração.

No Palco Mundo, antes dos Foo Fighters, os Rise Against levaram ao Rock in Rio a urgência do punk rock e do hardcore melódico. 

Com mais de duas décadas de carreira, a banda norte-americana apresentou um espetáculo marcado pela velocidade, pelo peso e por uma energia que rapidamente contagiou a multidão.

Já os The Hives já deixaram Cidade do Rock em ebulição. A banda sueca entrou em palco com a irreverência e a energia que são parte da sua identidade, ao som dos grandes sucessos da sua carreira.

ROCK IN RIO
ROCK IN RIO

A abrir o Palco Mundo, as Nova Twins deram o primeiro sinal de que o dia seria tudo menos morno. A dupla britânica, formada por Amy Love e Georgia South, levou ao palco uma mistura de punk rock, grime, hip-hop e eletrónica, com riffs pesados e uma presença de palco particularmente intensa.

Nos outros palcos, a Cidade do Rock manteve-se em movimento. Entre concertos, o público espalhou-se pelo recinto, procurou novos artistas, dançavam, jantou, encontrou amigos, descobria stand das marcas e regressava depois aos palcos. O festival funcionava como uma espécie de parque temático, sempre em movimento, com milhares de pessoas a decidir ao mesmo tempo onde queriam estar a seguir.

No Palco Sunset, Di Ferrero abriu a programação, seguindo-se os Detonautas, que receberam os Biquini Cavadão, e os britânicos Hot Milk. Já ao final do dia, Capital Inicial convidou Dado Villa-Lobos para um encontro especialmente aguardado pelo público brasileiro. 

Mais afastado do rock, o New Dance Order foi ganhando a sua própria multidão à medida que a tarde avançava. Cat Dealers, ATKÖ, GIU x Carola e, já pela madrugada, Steve Angello, fizeram daquele espaço uma pista de dança a céu aberto.

ROCK IN RIO
ROCK IN RIO

No Espaço Favela, o festival assumiu outra identidade. GBZ7N, Hitmaker e MC Rodrigo do CN levaram para a Cidade do Rock diferentes expressões da música produzida nas comunidades brasileiras, perante um público que se manteve em movimento ao longo da tarde.

O Supernova também teve um dia cheio. Chady, Larissa Luz, com o projeto Rock in Gil, Venere Vai Venus e Diogo Defante ocuparam o palco, enquanto no Global Village passaram Giovanna Moraes, Leela e Paulinho Moska. 

E foi essa é uma das imagens mais fortes do festival: não há um único lugar onde a festa esteja a acontecer. A cada esquina há música, gente a cantar, grupos a dançar ou multidões à espera pelo próximo concerto, sempre em clima de festa. 

*O SAPO viajou a convite do Rock in Rio.

 

Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.