Chinesa DeepWay investe R$ 100 milhões para vender seus caminhões no Brasil

Operação comercial iniciará em 1º de novembro, a princípio com importações. Mas já existem negociações para montar modelos em Santa Catarina.

Hannover, Alemanha – A DeepWay Technology, fabricante chinesa de caminhões elétricos, iniciará sua operação comercial no Brasil em 1º de novembro. O diretor para a América do Sul Guan Wang disse à AutoData Mobility, durante a IAA 2026, que serão investidos cerca de R$ 100 milhões de 2027 a 2020 para estruturar a importação, distribuição, atendimento aos clientes e avançar no projeto industrial.

No primeiro ano de operação uma rede de dez pontos de atendimento será aberta, começando por Sudeste, Sul e Nordeste. Depois avançará para outras regiões. A meta de longo prazo é alcançar cobertura nacional em aproximadamente cinco anos.

A estreia será com veículos produzidos na China. A fabricante, porém, já trabalha com um projeto de localização no Brasil em um plano de três etapas: primeiro com veículos importados, depois pretende avançar para montagem em SKD e, posteriormente, para CKD, com aumento gradual do conteúdo nacional.

Guan Wang. Fotos: Andrea Ramos.

Santa Catarina foi o Estado escolhido para a futura operação industrial. Wang confirmou que a empresa já conversa com o governo local, mas não quis revelar a possível localização da unidade.

O cronograma indicado pelo executivo aponta para operação com veículos importados de 2027 a 2028, avanço para SKD de 2029 a 2030 e, na sequência, produção em CKD.

Brasil como plataforma

A DeepWay também enxerga o Brasil como possível base para uma expansão regional. De acordo com Wang, a dimensão do mercado brasileiro e a disponibilidade de energia renovável são fatores que pesaram na decisão de iniciar a operação no País.

A companhia avalia ainda a possibilidade de utilizar a estrutura brasileira para atender outros mercados da América do Sul no futuro.

Dessa forma, a chegada dos Star 513 e StarWay representa apenas a primeira etapa do projeto. A fabricante chinesa começa com importação e dois conceitos distintos de produto, mas já planeja transformar a operação brasileira em uma estrutura industrial e comercial de maior escala.


Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.