EDP arruma a casa no Brasil com falta de oportunidades nas renováveis

Companhia junta EDP Renováveis no país à EDP Brasil, um mercado com falta de visibilidade na energia verde e para agilizar aposta no mercado liberalizado de eletricidade.

A EDP arrumou a casa no Brasil perante a falta de oportunidades nas energias renováveis no país.

A companhia decidiu integrar a EDP Renováveis Brasil na EDP Brasil, esperando mais “agilidade, competitividade e capacidade de gestão de risco da EDP no mercado livre de eletricidade brasileiro”.

Este mercado encontra-se em “desenvolvimento, com a liberalização gradual dos segmentos de pequenas e médias empresas e retalho”, com a operação a inserir-no foco na “eficiência operacional e financeira do grupo” EDP.

“O Brasil não tem expetativa de novos investimentos em renováveis nos próximos três ou quatro anos. A EDP Renováveis possui uma história de crescimento no país, entendemos que faz mais sentido essa reorganização”, disse à “Bloomberg” o presidente da EDP na América do Sul João Brito Martins.

Por outro lado, a “expetativa de abertura do mercado livre de energia, um portfólio único com geração hídrica, eólica e solar nos dá a possibilidade de melhorar a oferta para os clientes finais”.

Esta operação teve um valor de 700 milhões de euros, com a totalidade da EDPR Brasil a estar avaliada em 1,5 mil milhões de euros.

A companhia conta com 1,8 gigawatts no país: 1,1 gigas de eólica onshore e 700 megawatts de solar em grande escala.

Com o excesso de energias renováveis no Brasil, em particular com energia solar durante o dia, o país vive num clima de excesso de oferta de energia verde. Em reação, o regulador de eletricidade procede ao corte na produção, o ‘curtailment’, para evitar a sobrecarga do sistema.


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