“Influenciou os níveis de produção, a consistência operacional do maior produtor deste mineral e a entrada no mercado de uma nova empresa em Niassa, que contribuiu para uma realização de 189% em relação ao planificado”, lê-se num documento do Governo sobre os resultados da produção mineira no primeiro trimestre.
A produção moçambicana de grafite, utilizado em baterias de viaturas elétricas, disparou nos primeiros três meses de 2026, para 28.018 toneladas, o dobro do inicialmente previsto para todo o ano.
“Influenciou os níveis de produção, a consistência operacional do maior produtor deste mineral e a entrada no mercado de uma nova empresa em Niassa, que contribuiu para uma realização de 189% em relação ao planificado”, lê-se num documento do Governo sobre os resultados da produção mineira no primeiro trimestre.
Este desempenho contrasta com a previsão do Governo para este ano, que era de 14.814 toneladas de grafite, uma revisão em baixa face às estimativas anteriores do desempenho de 2025, que apontava inicialmente para 13.468 toneladas, então condicionada pela agitação pós-eleitoral que ainda se verificava no país.
Contudo, Moçambique fechou 2025 com uma produção real de 67.078 toneladas de grafite, embora não tenha realizado qualquer produção no primeiro trimestre, devido ao encerramento da principal unidade, em Balama, Cabo Delgado – que fornece o mercado de baterias de viaturas elétricas norte-americana -, face aos protestos que se seguiram às eleições gerais de outubro de 2024, por mais de cinco meses.
Em 2022, a produção de grafite em Moçambique ascendeu a um recorde de 165,9 mil toneladas, mas no ano seguinte caiu para 97,3 mil toneladas e em 2024 recuou 64%, para 34,9 mil toneladas, devido à paralisação de produtoras.
O Presidente moçambicano disse em 30 de janeiro último que a nova fábrica de processamento de grafite – que Daniel Chapo inaugurou nesse dia na província de Niassa – é uma oportunidade para Moçambique se consolidar no mercado global como fornecedor de minérios transformados, onde há alta procura de “grafite de alta pureza”, rompendo com o “modelo histórico de simples exportação de matéria-prima bruta”.
Erguida no distrito de Nipepe, a cerca de 400 quilómetros da cidade de Lichinga, capital da província de Niassa, no norte de Moçambique, a fábrica de capital chinês ocupa uma área de 2.469 hectares, foi avaliada em cerca de 200 milhões de dólares (165,7 milhões de euros), e tem uma capacidade de produção e processamento anual de 200 mil toneladas de grafite.
Esta infraestrutura emprega já 1.090 trabalhadores, devendo chegar a mais de 2.000 quando alcançar a sua capacidade máxima de produção, conforme informação da empresa.
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