Nova empresa da ‘mãe do ChatGPT’ lança primeiro modelo de IA; conheça

A Thinking Machines Lab, empresa fundada por Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI, lançou nesta quarta (15) o seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA). A executiva ficou conhecida como a “mãe do ChatGPT” e ocupou o cargo de CEO interina na breve destituição de Sam Altman em 2023, mas acabou deixando a companhia em 2024. Batizado de Inkling, o modelo tem pesos abertos e pode surgir como candidato de baixo custo na atual corrida da IA.

Na descrição do modelo, a Thinking Machines Lab não mostrou nada que não seja padrão no campo dos grandes modelos de linguagem (LLMs). Sua arquitetura usa o Transformer, mesma do ChatGPT, e contem 975 bilhões parâmetros, dos quais 41 bilhões são ativos — parâmetros são as relações matemáticas entre as palavras. O modelo também é multimodal, o que significa que ele entende texto, vídeo e áudio e tem uma janela de contexto de 1 milhão de tokens (a quantidade de pedaços de palavras que consegue processar antes de “perder a memória”). Ele também foi treinado do zero, o que significa que não foi criado a partir de modelos já existentes.

Assim, a startup admite que não vai brigar pela ponta, mas enxerga na oferta de customização um caminho para ganhar adoção. “O Inkling não é o modelo mais robusto disponível atualmente, seja de código aberto ou fechado. Em vez disso, uma combinação de qualidades o torna uma boa base de pesos abertos para personalização: recursos multimodais, raciocínio eficiente e disponibilidade no Tinker para fine tuning“. É uma estratégia parecida com a de modelos chineses, que não aparecem nas primeiras posições em rankings, mas que conseguem rápida adoção por disponibilizarem pesos abertos.

Os modelos abertos são mais baratos, pois são disponibilizados gratuitamente, o que na atual corrida da IA, no qual o custo se tornou uma barreira importante para adoção, se tornou fundamental. Modelos chineses, como o DeepSeek V4, podem custar um centésimo por milhão de tokens processados em comparação com modelos americanos, como o Claude Fable 5. A Thinking Machines reforçou a ideia de tornar mais acessíveis modelos de IA, dizendo que a tecnologia não deve ser controlada por poucas companhias.

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